Bem-vindos ao arquivo do Fórum!

Nosso fórum pode ter mudado, mas isto não significa que vamos esquecer de tudo o que veio antes. Neste arquivo, vocês encontram a história da comunidade do League desde a chegada do servidor ao Brasil. Tem de tudo um pouco: discussões, piadas, desenhos, tentativas de identificar as camadas do fórum e muito mais.

Então, navegue pelas lembranças e, depois, participe das discussões que estão rolando neste momento no novo Fórum do League of Legends e divirta-se com os outros membros da nossa Comunidade. Nos vemos lá!

Um abraço,
Ysanne

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League of Legends- Entre Planos

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carapintada

Junior Member

04-30-2014

No vibrante mundo de Runeterra, onde a magia corre solta e diversas forças existem, a busca poder é incessante. Mas quando diversos seres poderosos se prendem em uma teia de planos e armadilhas, não se ferir é impossível. 8 anos depois da versão do jogo, esta fanfic tem com contexto uma Liga fraca e um clima de tensão política, onde os campeões foram dispensados de servir o Instituto e agora partem em busca do seu próprio objetivo.

Estava pensando em criar uma história para League of Legends. Porém não curto muito a ideia de seres muito poderosos se enfrentando diariamente, pois achei que isto restringia o enredo. Assim, com o interessante mundo de League of Legends, usei alguns campeões para criar uma história. Ainda não está prona, mas tenho alguns capítulos. Aceito sugestões e se alguem quiser ajudar a fazer esta Fanfic, me avise no fórum. Aqui segue o primeiro capítulo, espero que gostem. Primeiro capítulo ficou curto, mas vai melhorar.

Capítulo 1
Os Campos Celestiais eram uma das poucas coisas feitas pelos Arcanjos que Morgana apreciava. A leveza que ele emanava era algo que contradizia a natureza rebelde de Morgana e talvez por isso a interessava tanto. Até mesmo em uma batalha mortal, ela não podia de deixar de reparar na beleza dos campos, que inevitavelmente seriam destruídos.
Com suas negras asas, ela voava no céu dourado do Plano Celestial, desviando de bolas de luz sagradas e cegantes de sua irmã e rival, Kayle. Sua irmã sempre fora odiável desta forma, perfeita demais, certinha demais. Agora mesmo, ela exibia sua perfeição em sua armadura dourada e reluzente, cumprindo mais uma missão para a Corte dos Arcanjos, o grupo mais odiável dentre todos os anjos. Sua dourada espada brilhava com uma luz mágica, enquanto graciosamente ela lutava contra Morgana.
Aquela rivalidade sempre fervera, desde a infância, até mesmo antes do banimento de Morgana, decretado pela Corte. Apenas uma das inúteis regras descumprida e ela fora exilada da posição de anjo e esta guerra, que já dura milhares de anos, começara. Juntamente com a banida, outros se rebelaram criando a facção que se opunha à corte há séculos. Já era tempo de por um fim nisso.
Finalmente, Morgana tomou uma atitude na batalha, se livrando de seus pensamentos, criando uma esfera da magia negra, poder proibido que obtivera e que o usaria para derrotar sua irmã. Acertando exatamente no ponto cego de Kayle, a primeira magia havia sido do anjo caído. Sensível ao toque, a esfera se transformou em uma cela negra, que impedia a vítima de voar, fazendo Kayle cair em queda livre pelo céu. Mais do que uma mera magia acertada, aquilo dava a vantagem psicológica e moral do duelo para Morgana, provando que estava em um nível ligeiramente acima de sua bondosa irmã.
Com um movimento de espada, a cela se desfez em pura e amarela luz, enquanto suas asas douradas batiam em uma explosão de penas. Kayle não hesitou ao se aproximar de sua irmã, enquanto elas trocavam magias e acumulavam ferimentos. Mais do que uma guerra, travavam uma batalha moral, cada uma procurando impor para a oponente e para si mesma sua ética.
-Uma simples marionete dos velhos da Corte – bradava Morgana, com uma expressão de profundo nojo- isso é tudo que você é, Kayle.
-Ignorarei suas palavras hereges e te punirei! – o Arcanjo se banhava em fogo sagrado, lançando-o em seu inimigo com cortes de sua espada, causando o estranho efeito do surgimento do fogo no ar aleatoriamente.
Em meio a uma nuvem de esferas negras, bolas de luz e cortinas de fogo e fumaça, as duas líderes de suas facções lutava em uma batalha de vida ou morte. “Já chega, Irmã!”, a voz de Morgana cheia de escárnio, “acabarei com você e suas ridículas regras, te punirei segundo minhas próprias regras!”
Kayle mantinha uma expressão de concentração por baixo de seu dourado capacete. Aquele seria o momento crucial da batalha, se hesitasse por um milissegundo seria eliminada e transformada em pó. Todo seu corpo brilhava como o sol e com toda a velocidade a irmã mais velha avançava mostrando tudo que tinha. A resposta foi dada na mesma moeda.
Imediatamente, o corpo de Morgana foi rodeado de uma densa nuvem negra, repleta de todo o rancor que a exilada guardara durante todo aquele tempo. Conforme se aproximava, o coração de Morgana batia ainda mais forte, mesmo ela ainda tinha dúvida sobre o resultado do confronto final. O choque foi marcado por um longo flash de luz que durante os mais longos segundos impedia de ver a vencedora.
Mesmo com toda a proteção de sua armadura, Kayle não foi poupada dos ferimentos de todo o tipo ocasionados naquela nuvem negra. Sentia como se seu corpo seria divido em dois. O barulho do vento zunia nos seus ouvidos a uma velocidade estonteante e seu corpo foi lançado pela explosão. Para ela tudo era dourado e branco. De repente, tudo ficou preto. E mudou.
Kayle agora se encontrava em sua antiga casa, uma estrutura com colunas brancas e piso dos mesmo tijolos brancos presentes em todo o Plano Celestial. Ela se sentia estranha, como nunca havia sentido antes, mas um estranho bom de alguma forma. Ao seu lado, estava sua irmã, com asas de um cinza pastel. “Vamos brincar de Punição?”
A brincadeira preferida das crianças anjos as preparava para saberem as regras do Tribunal e futuramente se tornarem Arcanjos. Kayle nunca havia percebido como sua irmã fora graciosa em sua infância, quando ainda não havia sido corrompida pelo mal. Ela teria sido um Arcanjo perfeito...
“Espera”, pensava o Arcanjo. Nunca houvera essa cena na infância delas. Morgana sempre resmungava mesmo com a menção de se tornar Arcanjo e simplesmente odiava Punição. “O que isso Significa”? Será que ela estava nos Campos Elísios? Estes campos eram destinados aos anjos puros que morreram e por sua bondade em vida seriam recompensados com o paraíso. Será que o que mais desejava era apenas viver em harmonia com sua irmã? Isto era amor?
Subitamente Kayle acordou deitada na grama dos campos Celestiais. Ela podia sentir profundos cortes e danos em todas as partes do seu corpo, inclusive no espírito. Sua armadura estava negra em diversos pontos e seu capacete sujo de sangue seco. O que havia acontecido?
Será que ela havia voltado dos Elísios? Isso era algo que talvez nunca soubesse. Levantou-se e percebeu que não encontrava sequer o corpo de sua irmã.
Com certeza, a luz sagrada a julgou, ou pelo menos era o que acreditava. Com dor, voou em direção à corte, para avisar que havia cumprido a missão.


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TheDeadlyScythe

Senior Member

04-30-2014

Campos Elísios? Senti um pouco de mitologia grega aí...
Muito bom cara, continue *-*


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carapintada

Junior Member

04-30-2014

Aheuaheuahueahu sim, sou fã da mitologia grega e da egipcia, mas na verdade imaginei o próprio paraíso católico enquanto escrevia. Vlw pelo apoio ae kra!


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carapintada

Junior Member

10-21-2014

Entre as centenas de vestimentas desgastadas pelo sol e pela areia, o singelo vestido da mais fina seda translúcida escarlate era óbvio motivo de destaque. Muitos se perguntavam porque uma nobre viera ao popular Mercado de Angrah, local onde grande parte dos Shurinames compravam praticamente tudo o que conseguiam na tentativa de driblar a árdua vida no deserto.

Vendedores ambiciosos tentavam seduzir a mulher de cabelos negros a comprar diversas bugigangas e souvenirs ansiando o ouro noxiano. Certamente ela carregava muito ouro para os humildes cidadãos, no entanto sua aura sagaz e imponente parecia amedrontar ainda mais eventuais ladrões do que a adaga curva presa á sua cintura.

Suas jóias tilintavam suavemente enquanto caminhava suavemente pelas areias, se dirigindo a uma tenda de um marrom sujo. Dois homens queimados pelo sol guardavam o local, segurando chicotes de ébano, vestindo-se de maneira quase suntuosa para sua realidade.

Ela sabia que tudo aquilo fora feito para impressiona-la. Quando se é membra de uma das casas mais influentes de Noxus, certamente já se fez negócios com mercenários. Já havia os procurado para tratar dos trabalhos mais sujos e hediondos que podia imaginar, mas não desta vez.

Entrou na tenda calmamente e sentou-se em uma simples mesa de madeira. Por um instante, encarou a mulher a sua frente. O olhar impassível e a pele cor do por do sol estavam vestidas de forma muito mais exuberante que a sua própria, enfeitado com ricas turquesas. Mesmo assim está mulher era uma combatente gananciosa e implacável, que faria qualquer trabalho, por um preço.

-Suponho que tenha um trabalho para mim, Cassiopéia.

Um sorriso se abriu no seu rosto, poucos que sabiam seu nome estavam vivos, ainda mais fora de sua cidade.

-Nada especial desta vez, apenas quero q me guie para as Pirâmides.

Uma expressão de surpresa tomou o rosto da mercenária. Era contratada para serviços muito mais sujos, não esperava ter que guiar alguém para ruínas de um antigo império durante 5 dias no deserto. Sua hesitação só foi resolvida quando viu o polpudo saco de ouro na sua frente. Com certeza mais do que receberia em um trabalho comum, ainda mais para algo tão simples quanto aquilo.Sequer imaginava que aquele ouro pagaria mais do que apenas a viagem e o trabalho simples
*************
Nada se ouvia na câmara da pirâmides, dezenas de metros acima do chão. Preenchida com os mais luxuosos objetos da época, a câmara havia servido de um implacável abrigo, barrando luz e calor, apenas para evitar o inevitável. A magia que aquele sangue continha era o suficiente para passar por um simples empecilho como a vida e a morte. Sabendo disso, fora encomendado um caixão com os mais poderosos selamentos, não o suficiente para barrar a magia mas sim para retarda-lo. A hora finalmente havia chegado. Dentro do ar quente e abafado do sarcófago, renascia uma nova vida. Apenas uma fagulha azul e a magia retornou a abrigar o corpo do pequeno garoto. A visão completamente escura, o cheiro de mofo e as contrações de sés músculos cada vez mais intensas eram coisas que ele sentia tanta falta. Havia tido saudades delas por toda uma eternidade.

Com um barulho oco, o golpe do recém-renascido quebrará o caixão ao meio, enfraquecido por eras no calor. Aos poucos, se acostuma à falta de luz e observa aos tesouros ao seu redor. Um colar de opala, um cetro de madeira, um turbante azul cobalto... Essas coisas o lembravam algo, nada mais que uma turva memória. Uma voz aveludada o acalmando nos momentos de insegurança, a determinação que assistiu quando ações foram tomadas, a impotência que sentiu quando tudo ruiu...mesmo que somente por um lampejo, ele havia lembrado. Na mais espontânea sensação, simplesmente sentou e começou a chorar, salgadas lágrimas percorrendo seu rosto. Um murmúrio logo ecoôu pelo salão, enquanto ele sentia novamente sua própria voz:
-Meu nome é Amumu.


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Jureal

Junior Member

10-24-2014


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