Bem-vindos ao arquivo do Fórum!

Nosso fórum pode ter mudado, mas isto não significa que vamos esquecer de tudo o que veio antes. Neste arquivo, vocês encontram a história da comunidade do League desde a chegada do servidor ao Brasil. Tem de tudo um pouco: discussões, piadas, desenhos, tentativas de identificar as camadas do fórum e muito mais.

Então, navegue pelas lembranças e, depois, participe das discussões que estão rolando neste momento no novo Fórum do League of Legends e divirta-se com os outros membros da nossa Comunidade. Nos vemos lá!

Um abraço,
Ysanne

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Julgamento: Janna

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Zoeira sem limit

Junior Member

11-06-2014

Candidata: Janna
Data: 20 de Outubro, 5 CLE

OBSERVAÇÃO
Janna flutuava com tenacidade, acima das escadas do Instituto de Guerra, seguindo em frente. Vestia uma roupa branca esvoaçante, em detalhes dourados. As caudas de sua saia oscilavam, de um lado para o outro, numa dança serena. Seu bustiê cobria um peito que arfava de ansiedade. Suas mãos eram cobertas por luvas delicadas e uma delas segurava um tipo de bastão azul, incomum, disforme, mas importante, como se ela sempre segurasse aquilo, como se podia presumir pela postura e destreza com este.
Ela então adentra ao Grande Salão, séria. Seus olhos curiosos se moviam até cada detalhe do grande recinto. Em um momento, quando se pousaram no alto, ela permitiu que seu queixo caísse levemente. Onde deveria haver a tintura, encontrava-se um céu noturno, cheio das mais diversas estrelas. Era perceptível que era uma obra humana natural, sem magia. Mas... ”Ainda é lindo”, pensou Janna, encontrando-se, então, sorridente.
Avançando rápido em direção as portas de mármore, ela hesita por um instante ao ler as palavras acima das portas: “O verdadeiro oponente está no interior.”
Ela eleva sua mão à sua frente, cerra o punho e um assobio longo e fino passa a ser audível por todo salão. Ela abre a palma da mão e, flutuando sobre ela, está uma esfera cinza-transparente de vento. Essa se torna um mini-tornado, que passa a fazer círculos em sua mão. Janna balança seu braço, fazendo o mini-tornado desaparecer e o assobio sumir.
Ela põe então a mão sobre o pescoço e murmura para si mesma: ”Estou pronta”. Ao leve toque de seu cajado, as portas se abrem. Sem medo, Janna flutua até a escuridão.

REFLEXÃO
Nada por um tempo indefinido. Janna não sabe quanto tempo ficou ali parada, na escuridão fria. De supetão, tudo reapareceu, cada cor, cada forma, numa explosão.
Quando sua visão entrou em foco, ela viu as ruas de Zaun. E olhou então para trás. Não a seguiam mais. Exausta, faminta e tremendo, foi até um beco, atrás de uma das inúmeras fábricas de Zaun, se escorando nas paredes. Ela desabou, afinal, respirando pesadamente, enquanto pegava a fruta laranja de seu bolso.
Sua tentativa de roubo havia sido um fracasso. “Parem essa menina!”, berrou a dona da bolsa, entre a multidão do centro da cidade, que Janna apertava contra o peito com força, enquanto corria. Em um segundo ela olhou de relance para trás. Não gostava do que fazia, na verdade odiava. Entretanto, era necessário.
Não sendo um dono ou um operário de uma fábrica em Zaun, você não merecia atenção. Favelados e pessoas de rua não tinham espaço naquela cidade.
Seu devaneio foi interrompido quando ela se chocou com algo sólido. O impulso a fez ir com força pra frente, e então, cair de costas com ainda mais força, numa poça de lama. Atordoada, ela ainda conseguiu olhar pra cima para ver um homem grande, que segurava bolsa pela alça. “Isso não é seu, certo?”, ele disse serenamente.
Janna começou a arfar, seu maior medo era ser presa, e agora... O homem se abaixou e abriu um grande sorriso. Murmurou: “Tome”, ele tirou do bolso uma fruta laranja que Janna apenas havia visto algumas vezes. “Aquela mulher parece furiosa, corra. Rápido.”
Janna ia agradecer, mas ao olhar para a mulher, percebeu que esta conversava com dois policiais, que haviam se apressado para entender o que estava havendo, enquanto apontava para ela freneticamente.
A jovem, antes de se levantar, viu um livro no chão; parecia ter caído da bolsa. Ele estava enlameado, mas ela sentiu uma vontade enorme de pegá-lo, sem um motivo real, e o fez. Ao tocar no livro, ele brilhou em vermelho por um segundo. Ela olhou para cima e fitou o homem, que estava tão perplexo quanto ela. Não, não perplexo. Maravilhado. Ela, no entanto, não possuía tempo para perguntas. Começou a correr, enfiando a fruta dentro do bolso, de qualquer jeito, e botando o livro debaixo do braço.
“Não! Espera, volta aqui!”, gritou o homem. Janna não ia parar. Será que ele havia se arrependido da ajudá-la?
Agora não importava mais, provavelmente nunca mais o veria, ela imaginou. Sentada na sujeira do beco úmido enquanto saboreava a fruta – deliciosa – ela pescou o livro de debaixo do braço. Mais uma vez ele brilhou em vermelho, por um segundo. Nele lia-se: “O Grimório dos Elementos”, em letras douradas. Ele tinha quatro símbolos em cada lado, dentro de círculos. E no centro, uma circunferência grande, mas vazia. Ela abriu o grande livro. E nada. Todas as páginas, até a última, em branco. Decepcionada, colocou o livro de lado. Janna, absorta no sabor ótimo da fruta, nem percebeu o homem agachado ao seu lado.
“Oi”
A garota quase caiu para trás. O homem corpulento estava à centímetros dela, sorrindo.
“P-Por q-que v-você...”, gaguejou a menina.
O homem balançou a mão, dispensando o assunto. “É o seguinte: o livro que você possui é um instrumento de estudo para magos. Magos elementais. Bem, o livro pulsa sempre que um mago de origem elemental o toca. Basicamente, você é uma maga. Ele se adéqua à qual Elemento você tem afinidade, por isso está branco. É só botar a mão do círculo grande e ele mostra o símbolo de seu Elemento e dentro do livro todas as instruções aparecerão. Ah, e meu nome é Josah. Josah Wend”, ele disse, mudando para um assunto tão trivial quanto se apresentar depois de falar que a menina de rua era uma maga. Janna olhava-o, incrédula, imaginando se ele bebia – ou, com mais facilidade, usava alguma das inúmeras drogas zaunitas. Ao perceber essa expressão, o sorriso do homem diminuiu um pouco.
“Uma prova? Você quer uma prova eu. Posso te dar uma prova.”, ele murmurou, mais para si mesmo, do que para Janna. Após terminar a frase, sorrindo, ele tocou o livro com o dedo indicador e o beco foi iluminado por uma forte luz escarlate, emanada do livro.
Josah se levantou e juntou as mãos, convocando forças. Num gesto rápido, ele estendeu seus braços para frente e uma lufada fortíssima percorreu o beco, levando a umidade do ar por um segundo. Ele então apontou os dois braços para o céu, cor pastel, graças à poluição, e começou a girá-los. Uma ventania se formou na base de seu corpo, e começou a ascender. Um buraco se formou no céu; todos os gases tóxicos produzidos pelas fábricas e indústrias foram dispersos. Por um momento, foi possível ver o real anil do céu. Maravilhada, Janna permitiu que seu queixo caísse levemente.
“Você acredita agora, certo?”, Josah se aprumou e estendeu a mão para Janna, com seu típico semblante sorridente.
“E se isso tudo é real, se eu sou realmente uma maga e tudo mais, por que você está aqui, exatamente?”, indagou a loira menina, seus olhos se apertando, enquanto seus lábios se comprimiam. “O que você ganha me falando isso e me mostrando que você realmente conhece magia elemental?”
“Eu ganho uma pupila! E, de quebra, tiro, ao menos, uma pessoa das ruas. Confie em mim, eu quero te ensinar magia. Você acha que eu gosto de ver alguém tão jovem tendo que enfrentar os obstáculos da vida, sozinho? Posso fazer uma promessa, se quiser. Eu faço uma promessa aqui:”, ele se ajoelhou, olhando-a nos olhos. “Eu a ensinarei os caminho da magia elemental e oferecerei proteção e abrigo. Se eu me desviar dessa promessa, eu renuncio todos os meus poderes.”, por um momento, parou de ventar, e Janna jurava que tinha visto um tipo de círculo luminoso e tênue, envolta deles. “Por favor, confie em mim, você tem o poder. Você nunca mais vai passar fome, ou frio.”. Ele passou a murmurar: “E nunca mais precisará roubar”. Então estendeu o braço para mais próximo de Janna.
Tudo era confuso, um turbilhão de sentimentos lutava dentro da linda menina. Mas não roubar era tentador, junto com a possibilidade de aprender magia, por mais que o álibi do homem de cuidar de uma menina desconhecida fosse improvável e fosse, também, perigoso morar na casa de um desconhecido; era uma casa, de todo modo. Ao pôr-do-sol, a diminuta mão da menina pousou sobre mão do corpulento homem.
Sorrindo, ela falou: “Meu nome é Janna. Prazer em conhecê-lo.”
A expressão do homem se tornou séria. “Por que você quer se juntar à Liga, Janna?”, a voz não era de Josah.
Atônita, Janna não respondeu; a ilusão era tão real que ela havia esquecido o que estava de fato fazendo ali.
“Por que quer se juntar à Liga, Janna?”, repetiu Josah, com sua voz alterada, ainda sério.
“Quero acabar com a loucura de Zaun; o que parece uma Cidade-estado é, na verdade, uma bomba de desequilíbrio ecológico. Zaun é perigosa. Quero poder, sim, me tornar mais forte, mas, de fato, desejo influência.”. Houve, então, uma pausa demorada, e, em um momento, uma lágrima correu pelo rosto de Janna, ela continuou: “E, ainda acima disso, eu quero honrar Josah Wend, o meu mentor em magia, e o mais próximo de um pai que eu já tive. Alguém que se importou com menina de rua, que, até então, não possuía nada de diferente. Alguém de coração bom e puro. Alguém que me acolheu. Alguém que você está usando como disfarce.”
Eles estavam na Câmara de Reflexões, agora. Janna e o invocador de robe roxo, com detalhes dourados, que se passara com Josah, se olhavam friamente.
“Como você se sente, expondo sua mente?”, perguntou o invocador, estreitando os olhos debaixo do capuz.
“Existem coisas nas profundezas da minha mente, coisas lastimáveis”, ela respondeu, com amargura, olhando para baixo e continuou: “Roubos, fome, frio, dor, solidão, perseguições. Quem entrar aqui dentro deve estar preparado”, resmungou, tristemente, apontando para a cabeça.
“Nossos invocadores estão preparados.”
“Então não há problema.”
Parte dela estava triste pelas lembranças ruins e parte feliz pela lembrança de Josah e todos seus momentos felizes. Mais uma vez um turbilhão de sentimento lutava dentro dela, como sempre acontecia quando ela pensava no passado. Seus sentimento sempre foram confusos. Não importava agora, Janna era uma campeã.
Ela saiu do Instituto, determinada. Ela não era mais a frágil menina de rua. Era a Fúria da Tormenta. A maga do ar. O vento soprava delicadamente sua pele.
Podia agora, finalmente, honrar, e agradecer, seu mestre. E o faria.


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TheDeadlyScythe

Senior Member

11-06-2014

OP
Good job, jovem padawan.


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Lwkahs

Junior Member

11-13-2014

Desculpe se eu pareço ignorante, mas do que se trata o tópico? Eu to afim de ler, mas é um pouquinho grande.
É alguma história, um diálogo sobre a Campeã?


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TheDeadlyScythe

Senior Member

11-14-2014

Citação:
Lwkahs:
Desculpe se eu pareço ignorante, mas do que se trata o tópico? Eu to afim de ler, mas é um pouquinho grande.
É alguma história, um diálogo sobre a Campeã?

É sobre como a campeã entrou na liga
Todos os campeões tem "julgamentos" para entrarem na liga. Se eles os enfrentarem e ganharem o "julgamento", eles viram campeões.
E, se eu nao me engano, os Invocadores cavucam a mente do futuro campeão para descobrir mais sobre o passado deles e assim fazem o julgamento em cima disso (por exemplo, pode ser que o julgamento de Lucian tenha sido a memória dele perdendo a esposa - com dois Invocadores fingindo ser Thresh e Senna).


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