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Ysanne

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[FanFic] Nêmesis - A vingança de Tryndamere

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Nemenöhr Mènthif

Junior Member

11-29-2014

Concluída a exaustiva caminhada, com cada um dos músculos tensos e em chamas, ele finalmente alcançou o topo da montanha. A espada zumbia de excitação na mesma frequência que todo o seu corpo. A avidez pelo sangue atravessava seu ser com uma força avassaladora, a mesma força que o manteve, pé após pé, seguindo a trilha serpenteante adornada, aqui e ali, com ossos e carcaças de animais deixados para trás pelos odiosos seguidores de seu nêmesis.

Conhecido por despojar suas vítimas de suas vidas cruelmente, decepando-lhes os membros na altura das articulações para suturá-los de volta nos rombos opostos. Ferve o resultado hediondo de seu sadismo e os enjaula como se fossem jovens criaturas ressequidas. E isto foi o que Tryndamere encontrou como adornos de muralha, ao avistar as primeiras ruínas. Corpos bizarros balançando ao vento, bicados por corvos.

Esgueirando-se pelos escombros, surpreendeu as primeiras criaturas que atravessaram seu caminho, e seus crânios explodiram em sangue com o primeiro arco que a espada desferiu no ar, tingindo o chão, as paredes e seu rosto. Logo correu, avançando pelas ruínas. Criaturas grotescas, semi congeladas esgueiravam-se por trás dos pedregulhos, escondendo-se nas sombras. Retalhando todos que se interpunham à ele, avançou arrasando tudo à sua volta, como um verdadeiro deus da destruição, trazendo o caos e a morte.

Durante alguns instantes apenas o som do restolhar agitado das asas dos corvos e o assoviar do vento pelas diversas reentrâncias da montanha puderam ser ouvidos. Além do gotejar do sangue que escorria pelas runas na lâmina de sua espada, despertando os antigos feitiços. Quando uma corneta soou ao longe ele procurou por uma elevação que pudesse ser defendida mais facilmente, pois sabia o que aproximava-se enquanto o agudo som reverberava.

Uma horda beligerante das criaturas foi surgindo por todos os lados, saindo de seus profundos túneis, de trás de muros e avançou em sua direção com suas garras e presas, urrando em seu próprio linguajar pragas e insultos.

Jubiloso pelo confronto vindouro, fincou os pés e com movimentos rápidos girou sua arma com sua fúria desumana atingindo pares e trios das criaturas, que se chocavam com as de trás e logo um monte disforme e sangrento servia como proteção para a horda que se avolumava ao seu redor. Com insigne presteza brandiu sua arma, que se iluminava à cada corte, e pulsava a cada impacto, dilacerando os mais próximos e vertendo sangue.

O massacre não durou mais do que o suficiente para que todos se dessem conta do poder do invasor e se afastassem do monte asqueroso e pegajoso. Ele, só, sobre a grande pedra, arquejava encarando seus oponentes, cobiçoso, com os dentes brancos rebrilhando por trás da espessa barba embebida em seu sangue.

Urrou, zombando dos que se afastavam. E foi então que viu, cruzando a distância que os separava, rapidamente, aquele que havia assassinado todo o seu povo, montado numa horrível criatura, monstruosamente grande, de músculos muito bem definidos sob o couro fibroso e avermelhado. Em suas enormes mãos trazia um ainda maior martelo, que mais parecia uma das diversas colunas que os cercavam, coberto de gelo. Seguido dos urros uníssonos de suas tropas, comandou para que sua montaria avançasse. Proteções de metal cobriam as partes mais vulneráveis de seu repugnante monstro, que saltava para esmagar o intruso em seu covil.

Tryndamere, girando rapidamente para o lado, brandiu o espada que retiniu na placa de peito da criatura deixando uma mossa profunda, mas, não conseguindo atravessar o duro metal negro de sua armadura de espinhos, deu uma cambalhota no chão viscoso e fétido, passando por baixo das pernas do oponente, quando este tentou esmagar-lhe com sua arma. Desferiu, então, uma estocada em direção à panturrilha exposta da criatura que seu oponente usava como montaria, mas o gume de sua espada resvalou em uma proteção mágica arroxeada que distorceu o ar ao redor de todos e retardou seus movimentos.

Aquela criatura, de natureza desconhecida proferia algumas palavras lidas de um tomo, que trazia preso por algumas correntes à sua cintura. Ao perceber que seu animal tinha sido ferido no lado interno da coxa, ao rodear mais uma vez o inimigo, tentando abocanhá-lo, ele apontou um cajado roxo para o humano que ousava enfrentá-lo.

Uma esfera de energia incandescente afastou Tryndamere da enorme criatura atirando-o contra os lacaios reunidos ao redor. Garras e dentes tentaram rasgar-lhe a carne. Ainda sufocado e atordoado pela energia que atravessava seu corpo, virou-se com um corte giratório, segurando a espada pela ponta do cabo, atingindo os malditos que o cercavam, completou o giro em direção a cara da fera que lhe arreganhava os dentes e a acertou com a parte romba da arma, fazendo uma de suas enormes presas voar para longe num espirro de saliva e sangue.

As forças dos dois era colossal e terminava de arruinar o que ainda havia de pé na quase completa destruição. Até que, finalmente, com um olhar triunfante, o espírito maligno que o enfrentava guiou sua criatura atraindo Tryndamere de costas para um desfiladeiro, onde podia-se ouvir o uivo irado do vento que estalava na vegetação abaixo. Lembrou-se de como aquela criatura havia derrotado todo seu povo, e, reunindo suas forças, esperou a montaria atacar, confiante.

Fintou-a, agarrando-a pelas placas da armadura e forçando-a barranco abaixo. Mas, magicamente, ela permaneceu no lugar, confusa o bastante para que Tryndamere pudesse afastar-se e agarrar uma lança abandonada por um dos mortos, arremessando-a contra seu inimigo. Com um movimento e algumas palavras o cavaleiro pulverizou o projétil arremessado e segurou-se firme à sela, girando o martelo, sua montaria arremeteu novamente em direção à maldita cria de vermes humanos que trazia morte à sua fortaleza.

Com os olhos fixos um no outro, suas armas se chocaram e se desviaram algumas vezes bloqueando uma à outra. Mais rápido que a fera, o homem conseguiu talhar um ferimento profundo no braço da criatura que não tardou em expelir um denso líquido rubro. As runas de sua espada brilharam e, num salto, onde apenas um borrão luminoso foi visto, fez pontaria no cavaleiro, mas errou, acertando as costas da criatura e uma das tiras de couro que mantinha a cela presa. O monstro ergueu-se subitamente, urrando de dor, girando, colérica, suas enormes patas atingiram Tryndamere mal tinha posto os pés no chão, arremessando-o longe, contra uma das colunas de pedra negra.

Tentou erguer-se, mas de seu braço esquerdo irradiava uma dor aguda e ele dobrava-se num ângulo não natural. No movimento brusco da criatura, o cavaleiro sobrenatural que a montava escorregou da cela e caiu no chão. Furioso, apontou para a besta inútil que montava e destruiu o ventre da criatura.
O bramido alto e reverberante de dor assustou os corvos que começavam a se ajuntar empoleirados ao redor do acampamento, afastando-os. Tryndamere levantou-se, zonzo. Mas, com a mão direita bem presa no cabo do espada, avançou contra seu inimigo. Martelo nas mãos, palavras ditas rapidamente. Suas armas se chocaram novamente.

Tryndamere não tinha ido até aí para ser derrotado. Dentro dele estava a fúria que precisava, a segurança da vitória. As magias lançadas contra ele foram inúteis, não mais do que cócegas e um arrepio, ignorados neste momento do combate, assim como o osso que se esgueirava para fora do seu cotovelo esquerdo.

Afastados novamente por uma explosão de energia, apertou o cabo de madeira em sua mão até suas juntas ficarem brancas e os tendões doerem e decidiu terminar logo o que veio começar, e fez isso girando duas vezes a arma ao redor do corpo e pegando impulso para saltar. O cavaleiro fitou-o. Viu o homem que assomava-se sobre preparar-se para descer a lâmina mortal tingida com o sangue de seus lacaios sobre sua cabeça. Jogou o martelo para longe e tirou de um bolso de sua capa uma ampulheta que começava a girar, conforme um sorriso amarelo rasgava o rosto dele e chispas irradiavam de suas mãos.

Tryndamere caiu sobre seu oponente baixando a espada sobre seu rosto escondido por trás do elmo, mas, antes de poder ver o sangue, o ar ao redor das mãos de seu oponente se incendiou emanando uma forte luz e logo um terrível calor que engolfou todo o platô incinerando todas as formas de vida. Ele bateu de costas no chão sem conseguir enxergar, ou pensar...
Ou respirar...
Ou sentir...

Foi quando as runas de sua espada se acenderam novamente e todo o sangue do acampamento fluiu através das ranhuras do chão em direção à arma, penetrando lentamente em seus ferimentos.

Lentamente ele recobrou os sentidos.

Lentamente ele se reergueu e viu o tronco de seu oponente dividido em duas partes maciças de ouro.

Provou o vento... e o vento tinha gosto de:

Vitória.


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TheDeadlyScythe

Senior Member

11-29-2014

pqp
Essa foi a melhor fanfic que eu já li por aqui, sem zoeira.


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Nemenöhr Mènthif

Junior Member

11-29-2014

Citação:
TheDeadlyScythe:
pqp
Essa foi a melhor fanfic que eu já li por aqui, sem zoeira.


Pow, vlw =DD


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Nemenöhr Mènthif

Junior Member

12-01-2014

@TheDeadlyScythe

Vc tbm escreve neh? li alguns textos seus, é mt significativo q vc elogie o meu. Vlw mesmo =D


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TheDeadlyScythe

Senior Member

12-01-2014

Citação:
Nemenöhr Mènthif:
@TheDeadlyScythe

Vc tbm escreve neh? li alguns textos seus, é mt significativo q vc elogie o meu. Vlw mesmo =D

Sim, eu escrevo umas fanfics também, haha.
Não tem problema, adoro ler as fanfics da galera.


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