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Então, navegue pelas lembranças e, depois, participe das discussões que estão rolando neste momento no novo Fórum do League of Legends e divirta-se com os outros membros da nossa Comunidade. Nos vemos lá!

Um abraço,
Ysanne

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[Fanfic] Em meio as sombras

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turamakonoto

Senior Member

11-29-2014

Citação:
O sol já nascia. Um fio de luz no horizonte, refletindo vermelho perante a vista da caçadora.
A besta na mão, uma flecha banhada a sangue armada. A tensão dos fios entre seus dedos tornava difícil mirar, mas acabou não sendo preciso.
Estava lá, na sua frente, a caçada da noite anterior. Uma estátua de pedra perfeita, a qual nem o melhor dos artesãos poderia fazer.
Durou poucos segundos até se solidificar em poeira ao vento.
Vayne observou, pasma.
Oque era aquela coisa?
O sangue, antes escorrendo através dos dentes da estátua, agora sumia em meio a grama.
A morte tomou o ar.

Voltou ao vilarejo, com sua besta pendurada nas costas. Marcas claras de garras afiadas davam a impressão da arma estar partida em 3.
Os aldeões a encaravam, ansiosos.
Lágrimas escorriam pelos olhos de uma mulher, que lamentava com o corpo inerte da filha nos braços.
Uma marca de mordida perfeita, da qual o sangue seco havia parado de sair, estava cada vez mais difícil de se enxergar no pescoço da menina.

-Ele está morto.-

As palavras saiam secas e sem sabor da boca da caçadora. Ela sabia que aquele era apenas o começo de algo grande.

-Tem certeza?- Os olhos inchados e vermelhos da jovem mãe não tinham mais lágrimas para liberar.

-O Sol o transformou em poeira.- Vayne assentiu.

Horas se passaram, Vayne caminhava de cabeça baixa por baixo do sol escaldante. Na mão estendida, segurava o pequeno frasco de vidro com o sangue que escorrera da estátua.
Tirou a rolha, e provou o viscoso líquido vermelho.
Quase no mesmo momento que o pôs na boca, o cuspiu.
Não tinha gosto de sangue vampírico. Tinha gosto de... Veneno.
Vayne caiu de joelhos, perdeu a vista.
"Uma gota. Apenas uma gota." Essa frase ecoava em seus pensamentos, como um eco na mais profunda caverna.
Nenhum veneno que ela conhecia tinha tanto poder com apenas uma gota. Não era o suficiente para matar. Ou talvez não para mata-la. Sentiu o peito doer, suas veias pulsavam forte, os músculos enrijeceram.
Numa escala de um a dez, essa dor era de mil.
Sua cabeça parecia pegar fogo, o cérebro explodia.

Quanto tempo havia se passado?
Vayne sentia o sol queimar sua nuca.
Acordou, dessa vez, parecia estar tudo bem.
Não, não estava.
Uma figura alta estava a sua frente.
Os cabelos negros caídos no rosto cobriam um olho cego.
Olheiras eram mais que claras em meio a pele branca e escamosa.
A língua bifurcada se contorcia em meio aos dentes deformados e afiados.
Um líquido viscoso escorria pela boca, como um cão raivoso soltando saliva.
Vayne poderia até ter reparado mais detalhes se a criatura não atrai-se tanta atenção com seus olhos.
Enormes e amarelos, os olhos roubavam a atenção de qualquer ser que ousa-se encara-los.
As pupilas em forma de foice a encaravam em retorno.

Num rápido movimento, Vayne sacou a besta e atirou a flecha de prata armada. Poderia ter visto em câmera lenta a flecha se aproximando cada vez mais da testa do homem, até ser impedida.
Em pleno ar. aquele ser agarrou a flecha com suas afiadas garras, e com uma leve pressão, a fatiou em partes.
Vayne precisava correr.

Rolou para o lado e se levantou, e ficou cara-a-cara com o homem.
Sua boca formava um sorriso macabro.
Ele ergueu uma de suas garras e a pôs na boca, pedindo silêncio.

-sssShh...-

-O quê diabos é você?- Vayne estava pensando alto demais.

O ser fez uma reverência.

-Sssou humano, asssim como vosscê.- O chiado por entre os Ss e Cs remetia a uma cobra. -Masss, digamosss que fui modificado... Melhorado...- Seus olhos hipnotizavam Vayne, ela se sentia forçada a ouvir tudo aquilo, embora parece-se mais útil correr.

-Porquê está aqui?- Vayne falava entredentes. Confusão e Raiva se misturavam, enquanto falava com o ser.

-Vim pegar o que me pertensssce.- Ele se abaixou e pegou o frasco de vidro no chão, se frustou ao não ver nada dentro.

-Eu bebi.-

-Hum... E ainda essstá viva?- A decepção dele aumentou. -Vou ter que aprimorar mais...- Ele encarava o frasco, vidrado.

Já bastava daquilo. Vayne sacou a besta, e disparou outra flecha de prata.
Essa também não acertou seu alvo.
Ele não a pegou em pleno ar, o caso foi diferente. Ela errou a mira. Isso nunca acontecia.

Ele olhou para ela.

-Ainda não, caçadora. Vai ter a chance de me pegar, massss agora não é a hora.-

Ele se virou e correu como um espectro, na direção de uma floresta próxima.
Até sumir em meio as sombras.



Faaaala galera!
Esta é uma Fanfic para dar uma primeira impressão de um Campeão que vou lançar lá no Fórum de Sugestão de Campeões e Itens. Provavelmente vai demorar bastante, então escrevi isso mais para passar o tempo.
Achou algum erro? Quer sugerir algo? Críticas? Comente logo abaixo!


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