Bem-vindos ao arquivo do Fórum!

Nosso fórum pode ter mudado, mas isto não significa que vamos esquecer de tudo o que veio antes. Neste arquivo, vocês encontram a história da comunidade do League desde a chegada do servidor ao Brasil. Tem de tudo um pouco: discussões, piadas, desenhos, tentativas de identificar as camadas do fórum e muito mais.

Então, navegue pelas lembranças e, depois, participe das discussões que estão rolando neste momento no novo Fórum do League of Legends e divirta-se com os outros membros da nossa Comunidade. Nos vemos lá!

Um abraço,
Ysanne

IR PARA O NOVO FÓRUM


[FANFIC] Contos Secretos de Noxus

1
Comment below rating threshold, click here to show it.

LianaStark

Junior Member

12-29-2014

I
A DONZELA ENVENENADA

Nascer em uma família renomada tem suas obrigações, ser educada, bonita e habilidosa são requisitos que nascem com algumas mulheres da alta classe noxiana, porém ela insultava qualquer dom natural com sua beleza, destreza e sagacidade. Seus olhos de jade eram os primeiros a conquistar a alma do descuidado que a mirava por muito tempo, o corpo ia por consequência, foi assim que fui levado por ela na primeira vez que a vi, eu a escória, ela a realeza.

A menina que conheci sorria sempre, não tinha malícia, era obediente e servil, orgulho do pai que não teve homens como descendentes, apenas duas belas donzelas que eram as joias cravadas no seu coração amargo. Levei bastante tempo para realizar meu objetivo de chegar perto do centro do poder de Noxus, queria organizar e limpar os hipócritas parasitas que se diziam amantes da minha nação. A minha relação com a moça dos olhos de jade se deram anos depois da minha primeira visão da mesma na rua fria naquele inverno rigoroso.

Pude ver aos poucos a transformação sendo feita do que antes era um coração puro e ingênuo, em mera arma e moeda de troca por poder dentro dos festejos mais cobiçados da capital. Já consagrado capitão, aliado a família Du Couteau por interesses políticos, tive a chance de realizar minha conquista interna e pessoal de conhecer a raptora da minha alma. Meiga, gentil e muito atenciosa, sempre que podíamos nos desvencilhar dos assuntos de guerra, lá estávamos nós encostados na sacada da varanda do palacete da família Du Couteau olhando a cidade a nossa frente.

Com o tempo sabíamos exatamente onde ia dar aquela aproximação, era deveras perigosa, porém nunca temi a nada, numa debandei dos meus objetivos ou recuei perante minhas conquistas, e eu a tinha como uma. Até que seu pai me expôs um plano arriscado e ardiloso que supria minha necessidade de conseguir informações confidenciais de um traidor. Naquele momento meus interesses mais sórdidos e minhas vontades mais íntimas se chocaram de forma brusca, como meu machado em um crânio humano. Ouvi cada detalhe do plano e a executora dele entrou no recinto pronta para sua missão, me olhou como quem pede aprovação e meu coração, deveras sombrio, assentiu aquilo como um tolo que era e é.

O arrependimento que se deu após aquela tarde nublada não cabe nos inúmeros campos de batalhas e cadáveres os quais visitei e aniquilei. Eu entreguei aqueles olhos de jade com coração de menina a missão mais cruel que um inocente poderia executar.

Seu beijo naquela noite escura sem luar me acalmou o ânimo, porém não apaziguou de todo meu espírito inquieto, embora estivesse otimista quanto ao seu sucesso na missão, não deixava de ser arriscada.
Seu corpo nunca chegou a ser meu, mas naquela mesma noite ela me prometeu seu coração. Eu morreria satisfeito sabendo que conquistara um dos mais precisos objetivos desde que ascendi na escala de guerra daquela nação. Ela era minha.

Tolice, hoje sei que foi tolice achar que algo me pertence sem que eu tenha tido o trabalho de manchar com sangue o contrato.

Na noite seguinte ela partiu, e nas outras que se seguiram ela ia e retornava cada vez mais satisfeita com seus resultados, o orgulho do pai, a inspiração da irmã, um a um os traidores se confessavam perante os truques femininos e cheios de sedução dos belos olhos de jade. Traiçoeira, ela entrava em seus corações e suas bocas confessavam aquilo que custava sempre suas vidas.

Quando sua fama ficou conhecida, eu já não a via mais, éramos estranhos um ao outro novamente, mesmo que na manhã que tivemos nosso reencontro a mulher que encontrei não fosse a mesma que prometeu a mim seu coração. Ela sorria com malícia, olhava com desdém, falava com astúcia, tocava com total perícia luxuriosa tudo e a todos. Não consegui evitar minha repulsa e indiferença perante aquela mulher.

Me prometeu seu corpo naquela noite, recusei com veemência, o que a fez revoltosa e tempestuosa, proferiu mil condenações e no final chorou em meus braços, questionando o que mudara entre nós. Um lampejo dos velhos e nostálgicos tempos refletiu nos seus olhos úmidos, os quais me convidaram para um beijo que foi o último de toda minha vida.

Não porque morri. Não porque não beijei mais.

O último porque não teria nunca mais os lábios da minha donzela dos olhos de jade.
Me deixou naquela noite e soube por intervenção do pai que a missão perigosa a qual tinha recusado, fora eminentemente aceita e posta em prática naquela noite. Eu não tentei pará-la, eu não conseguiria, eu provoquei aquilo, de todas as coisas que eu deveria ter dito e feito, preferi o silêncio inquietante do meu quarto, contemplando a insônia da preocupação.

As consequências daquela noite foram perturbadoras até pra mim que estava acostumado com reviravoltas sangrentas. Lembro que houveram lamentos e comandos sobre ímpeto de fúria paterna nos dias que sucederam a missão fracassada, até então eu não questionei o posicionamento do meu general quanto o motivo de atacar aquela cidade em Shurima.

A vitória foi esmagadora, a cidade dizimada, uma cabeça em especial encomendada. Levei-a pessoalmente até o General Du Couteau e ele me agradeceu prontamente e de modo reservado sua filha mais nova me confidenciou então o motivo daquele sangue todo, eu particularmente não desejava saber, mas a revelação amargurou meu ser de tal forma que não conseguia acreditar no tamanho daquela tragédia.
Encarei a sombra de tristeza nos olhos da caçula Du Couteau e resisti a vontade de pedir para ver de perto o estrago feito a donzela primogênita.

“Ela deseja vê-lo.”

Eu suportei o castigo de perdê-la calado, então que suportasse também ver as consequências da minha rejeição a mulher peçonhenta que tinha se formado por conta da ambição dos poderosos de Noxus.

Minhas pernas tremeram quando por trás da cortina de feltro uma cauda verde repugnante se mexeu, a silhueta da cintura para cima permanecia esguia e sensual, mas não enganava muito tempo mediante a sua forma completa.

“Chegue mais perto...”

Recuei de imediato aquela voz desconhecida e rouca, houve um silvo de serpente que fez meu sangue gelado. O que fizeram com minha menina dos olhos de jade...? O que eu havia feito a ela? A culpa era minha.

Ardilosa, vil e traiçoeira, foi como ela ficou conhecida e o feitiço colocado nela naquela tumba em Shurima despertaram os seus atributos mais animalescos. A sua expressão ao me encarar com os olhos de serpente foi cruel e totalmente culposa, mas seu sorriso sarcástico me deixou curioso para saber o que ela tinha a me dizer.

“Você não me acha linda...?”

Sua pergunta me fez franzir o cenho, era alguma piada maliciosa? Estávamos a sós naquele quarto e sua nova forma me incomodava, era grotesco demais para se contemplar por muito tempo. Não respondi ao questionamento e um fulgor de frustração deslizou seu sorriso para uma expressão carrancuda. Ordenou logo em seguida que eu saísse, não me culpou ou me disse coisa alguma sobre minha decisão de não aceita-la na noite onde decidiu matar a mulher que havia nela.

“Afinal... todos voltam rasssstejando...!”

Consegui escutar minimamente na saída a lamúria de escárnio proferida a minha pessoa. Um arrepio me fez sabedor de que minha conquista foi uma mentira. Minha alma tinha sido envenenada junto com a donzela detentora dela, minha menina dos olhos de jade sepultada em uma tumba no deserto de Shurima.
Soube mais tarde que dentre suas habilidades de mulher serpente, estava em transformar mortais em pedra quando a olhavam sem moderação.

Não precisei olhar muito para ter meu coração totalmente endurecido como uma rocha sólida por aquela serpente.

Uma rocha em forma de lápide, onde descansam juntos o Darius amante e a doce Cassiopéia donzela.




CONSIDERAÇÕES FINAIS

Olá invocadores! Eu estava com um pouco de insônia e resolvi colocar minha campeã favorita em um texto pelo ponto de vista um pouco inusitado. Peço de antemão desculpas por qualquer erro ortográfico ou de coesão, fiquei chateada quando mudaram a história ou melhor, resumiram a história da Cassiopéia no jogo, então minha mente trabalhou em algo. Espero que não tenha ficado tão ruim. Boa leitura! Deixem suas opiniões sobre o casal, ou sobre o texto se possível! Obrigada! <3


Comment below rating threshold, click here to show it.

Macabro7

Senior Member

12-29-2014

Ficou muito bom.
Eu nunca tinha pensado no casal Darius e Cassiopeia, de inicio eu achei que era um soldado qualquer de Noxus.
Eu gostei da narrativa, bem envolvente.
Se você quisesse ficar mais séria Eu acho que você deveria evitar repetir algumas expressões como: "olhos de jade". Em vez disso poderia usar antônimos ou expressões. "Seu olhar esmeralda; seus olhos verde-mar"


Comment below rating threshold, click here to show it.

LianaStark

Junior Member

12-30-2014

Citação:
Macabro7:
Ficou muito bom.
Eu nunca tinha pensado no casal Darius e Cassiopeia, de inicio eu achei que era um soldado qualquer de Noxus.
Eu gostei da narrativa, bem envolvente.
Se você quisesse ficar mais séria Eu acho que você deveria evitar repetir algumas expressões como: "olhos de jade". Em vez disso poderia usar antônimos ou expressões. "Seu olhar esmeralda; seus olhos verde-mar"


Hey! Obrigada por ler! Fico feliz de tê-lo surpreendido com o casal, a ideia me pareceu de todo inusitada, mas resolvi investir! Relativo a repetição, é a síndrome dos leitores de George Martin e John Tolkien, onde repete-se termos relacionados aos personagens para fixá-los como uma reza ao mesmo. Não sei se já teve o prazer de ler Senhor dos Anéis ou A Guerra dos Tronos, são leitura abrangentes de dialética complexa, que trazem pensamentos ou adjetivos de um personagem em mantra, volta e meia fixados em um capítulo ou em parágrafos seguidos. Então foi proposital. Se não encaixou muito bem, eu sinto muito, revisarei com cuidado a utilização da técnica. De todo modo, grata pelo incentivo! <3


Comment below rating threshold, click here to show it.

Macabro7

Senior Member

12-30-2014

Citação:
LianaStark:
Hey! Obrigada por ler! Fico feliz de tê-lo surpreendido com o casal, a ideia me pareceu de todo inusitada, mas resolvi investir! Relativo a repetição, é a síndrome dos leitores de George Martin e John Tolkien, onde repete-se termos relacionados aos personagens para fixá-los como uma reza ao mesmo. Não sei se já teve o prazer de ler Senhor dos Anéis ou A Guerra dos Tronos, são leitura abrangentes de dialética complexa, que trazem pensamentos ou adjetivos de um personagem em mantra, volta e meia fixados em um capítulo ou em parágrafos seguidos. Então foi proposital. Se não encaixou muito bem, eu sinto muito, revisarei com cuidado a utilização da técnica. De todo modo, grata pelo incentivo! <3


(???????)?
Eu já li A sociedade do Anel e As duas torres, falta O Retorno do Rei, eu tenho o livro dos 3 juntos, o meu é um grossão com capa do Gandalf. E eu gosto de Guerra dos tronos, estou lendo o livro 1, guerra dos tronos, mas eu tenho que separar um tempo para resumir as minhas leituras, eu estou muito procrastinador. Não leve tão sério o que eu disse sobre as repetições, eu já tinha percebido que não eram expressões iguais, eu só queria apontar algumas características para ajudar de algum modo. (????)
Enfim, eu estou ansioso para ler seu próximo conto, já que o título é "I __ A DONZELA ENVENENADA", poderá ter outro conto.


1