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Um abraço,
Ysanne

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As crônicas de um herói desconhecido. Mercenário do rosto marcado-

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LastWarri

Junior Member

01-05-2015

Como eu amo esse cheiro de cerveja derramada e a sonoridade das cadeiras quebradas nas cabeças dos vermes que gritam e berram desordens para as pobres almas em final de carreira.*
Nada que me defina mais do que esses sons, esse cheiro, esse gosto...*
Em Bilgewater você vale o que rouba. Todas as crianças que nascem aqui, ou em alto mar, sabem dessa lei.
Amo esse lugar.*
Entretanto nem sempre foi assim.
Em toda a minha vida lidei com trapaceiros, mercenários em mar e em areia.
Nascido em um navio cargueiro. Uma passageira clandestina deu à luz a esse canalha que vos fala. Me considero sem pátria. Minha pátria é o mar. E para sobreviver o que me restara era ser mercenário. Vivia saqueando pequenas vilas, pequenas cidades e só parava em Bilgewater para beber, brigar e satisfazer meus prazeres.*
Modéstia parte, sou bom no que eu faço. Não vejo nenhum mercenário a minha altura. A não ser aquela que se chama de Miss Fortune... Conheço-a Particulamente como Sarah. Lembro-me perfeitamente de cada detalhe daquele rosto. Nos cruzamos várias vezes, de forma amistosa nas primeiras vezes, mas depois... Quando sua mãe se foi ela se ocupou brigando pelo destino de Bilgewater.*
Eu não me importei com essa historia, continuei aprimorando meu poder de saque em diversos lugares. Esse é o meu estilo. Quando a guerra entre Ionia e Noxus estirou, não quis participar do lado Noxiano, então simplesmente me ausentei.*
Até que encontrei alguém que não devia ter tentado saquear.*
O dia era nebuloso, as águas inquietas já previam o que ia acontecer. Estávamos no convés, em rota à mais um furto em Zonia. Nosso navio, um típico navio pirata ocupado com canhões e a típica bandeira com as caveiras não se comparava ao que estava em nossa frente. Entretanto, não recuaríamos. Ali, onde estávamos não tinha mais volta. Teríamos que encarar o Navio que tinha o dobro de tamanho e de canhões. Nossa chance era subir a bordo, mas antes que qualquer um de nós pudéssemos tentar algo, eles dispararam.*
Como eu sobrevivi? Bom, o mar me salvou. Fui mais rápidos do que meus companheiros de viajem, mergulhei o mais rápido e fundo que pude. Não saí ileso, recebi um corte profundo que vai em diagonal esquerda do meu rosto até a minha boca.*
Quando voltei para superfície, o que tinha era um navio destruído e uma suposta ajuda. Confiável? Jamais, entretanto era o que eu tinha.
Me recuperaram e quando subi no convés tinha um senhor de terno e gravata, com óculos mais caros do que minha vida. Seus cabelos e barba branca denunciavam sua idade, que era por volta dos 50, acho. Ele me oferecera a sobrevivência, pois minha fama era grande por aquelas bandas. Se apresentou como Dr. Aregor *Priggs, meu salvador. Disse que tinha um serviço para mim. E com aquela voz de quem estava acostumado a lidar com pessoas traiçoeiras, imponente e firme me disse:*
- Boa Noite, meu caro amigo pirata. Hoje é seu dia de sorte.*
Me convidou para me sentar em uma mesa que estava no convés. E antes que eu pudesse falar algo, começou:
- Tenho um único trabalho para você. Existem comerciantes que tem determinadas coisas que eu preciso. Quero que vá "pegar emprestado" para mim. Acho que isso é o mínimo, depois de ter salvo sua pele.
Depois de destruir o navio que eu estava e matar mais da metade dos meu companheiros, bela ajuda.-Pensei.
- Por que não compra ? Vejo que tem dinheiro suficiente para isso.- respondi.
- Ora, não seja ingrato, além do mais os itens que eu desejo são muito caros. E acabaria me trazendo uma visibilidade que não desejo. E não confio em ninguém para ir lá comprar para mim. Exceto você, um mercenário que honre seus compromissos, claro, sendo pago bem. E se você me trair, saiba que eu irei atrás de você. Seja aqui, ou em qualquer lugar.
No fundo, ele sabia que eu não tinha escolha.*
-Estamos acertados?- disse ele me olhando com um sorriso de canto de boca.
-Sim, estamos acertados- resmunguei.
Ele deu um viva e pediu um vinho com nome estranho.*
-Agora vá limpar esse sangue ai, alguém leve esse rapaz ao seu quarto?- disse sorridente.*
- Espere.-Interrompo uma dança que ele havia começando sozinho pelo convés.- Para onde vamos?*
Ele se virou para mim com uma versão totalmente sinistra e disse:
- Meu Jovem, vamos para a terra de mercenários e um reino em ruínas. Vamos para Shurima.
Finalizou e dando uma gargalhada voltou a dançar.*


As Crônicas de um Herói Desconhecido. O Mercenário do Rosto Marcado- Início


*Fala pessoal, essa é a minha primeira FanFic e fiz ela em partes para que caso haja um apoio eu possa continuar. Gostaria de alguma crítica construtiva e agradecer a quem a leu toda.*
* Desculpe qualquer erro de português ou coesão/coerência, escrevi pelo celular.
* Os * são devido ao fato de ser escrito em outro aplicativo e depois passado para cá. Assim que tiver acesso ao computador edito e concerto.


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