Bem-vindos ao arquivo do Fórum!

Nosso fórum pode ter mudado, mas isto não significa que vamos esquecer de tudo o que veio antes. Neste arquivo, vocês encontram a história da comunidade do League desde a chegada do servidor ao Brasil. Tem de tudo um pouco: discussões, piadas, desenhos, tentativas de identificar as camadas do fórum e muito mais.

Então, navegue pelas lembranças e, depois, participe das discussões que estão rolando neste momento no novo Fórum do League of Legends e divirta-se com os outros membros da nossa Comunidade. Nos vemos lá!

Um abraço,
Ysanne

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Pesquisando League of Legends?

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iFatz

Junior Member

01-07-2015

Olá pessoal,

Meu nome é Tarcízio Macedo e sou estudante de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, da Universidade Federal do Pará (UFPA). O objetivo deste tópico é compartilhar com vocês as pesquisas que venho realizando sobre League of Legends na academia. Minha proposta, e também obrigação enquanto jogador, é a de "sensocomunizar" o entendimento de jogos como League of Legends e procurar compreendê-lo, tornando acessível a qualquer jogador a apropriação e o entendimento de minhas análises. Nada mais justo do que divulgar o trabalho que venho fazendo na universidade com vocês, não?

Antes de começar este trabalho, fiz uma pesquisa de estado da arte a respeito do gênero MOBA e de LoL, ou seja, procurar toda a bibliografia que existe e está disponível sobre estes dois temas determinados. Fiquei assustado porque há poucos trabalhos sobre esse que alcançou o título de jogo mais jogado de todos os tempos e o subtipo de jogo online que tem alcançado os maiores lucros nos últimos tempos, apesar disso, os jogos mais queridinhos dos pesquisadores sobre games são geralmente do gênero MMORPG, sobretudo World of Warcraft. Como pesquisa não foi feita para ficar engavetada, apesar da maioria ter este destino, pretendo começar a mudar este cenário com alguns artigos que estarei divulgando neste espaço e que pretendo publicar em revistas científicas e apresentar em eventos acadêmicos. Aliás, LoL é um objeto fantástico de estudo, e com a repercussão positiva de alguns dos meus artigos na academia, com o apoio de grandes pesquisadores que tenho tido, só tenho mais gás para continuar esse projeto pessoal que tem me dado um trabalho do cão, mas que tem sido muito empolgante.

Desde o final de 2013, venho realizando um projeto pessoal de pesquisa usando o jogo League of Legends como objeto. O primeiro artigo que escrevi foi a respeito do gênero MOBA como um produto cultural, na disciplina “Teorias da Cultura e do Contemporâneo” do meu curso. Não achei esse trabalho digno para sair levando por aí, até porque na época eu tinha pouquíssimas leituras sobre a área dos Games Studies, porém, como um primeiro trabalho consegui informações que me ajudaram a dar o ponta pé inicial nesse jornada - e até consegui boas ideias que pretendo desenvolver melhor.

Particularmente a partir de junho do ano passado comecei a conversar com um professor a respeito das minhas ideias e ele, desde então, tem me apoiado e orientado neste trabalho – inclusive me chamou para participar do projeto “Os Espetáculos Culturais na Amazônia”, certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a integrar e coordenar os estudos de games nesse projeto e em um outro que está em análise pelo CNPq.

O segundo trabalho que escrevi, e que gostaria de compartilhar aqui, é uma análise que fiz das potenciais e perceptíveis reações e impactos na experiência do jogador com a criação de uma skin baseada em um elemento da cultura amazônica e brasileira: a Nami Iara. O artigo “Dos rios ao cristal líquido: uma análise da skin Nami Iara em League of Legends” foi selecionado e apresentado no XXXVII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação de 2014, em Foz do Iguaçu, e publicado na revista científica “Temática”, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Outra versão, “Dos rios ao cristal líquido: o retorno do mito e a arquitetura da cultura convergente em League of Legends”, foi selecionado e apresentado na XI Semana de Comunicação da Universidade da Amazônia (Unama), em Belém do Pará, e também será publicado um ebook com um capítulo dedicado ao artigo.

Na verdade, essas versões são resumos do trabalho original que têm 24 páginas, pois foi necessário enquadrá-las nos limites de cada instituição. Mas atualmente uma versão expandida e atualizada deste artigo está sendo avaliada pela revista científica “Fronteiras: estudos midiáticos”, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

A versão apresentada no congresso nacional está disponível neste link (https://www.academia.edu/8153160/Dos_rios_ao_cristal_l%C3%ADquido_uma_an%C3%A1lise_da_skin_Nami_Iara_em_League_of_Legends) e a versão da revista “Temática” aqui (http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/tematica/article/view/20759) - particularmente eu recomendo a segunda versão, já que têm umas imagens. A galera da fanpage “Indiretas de League of Legends” divulgou o artigo neste link (https://www.facebook.com/IndiretasdoLoL/photos/a.463311763765526.1073741828.463254320437937/772273839535982/?type=1) e até rolou uma boa discussão com alguns fãs do jogo.

Em um terceiro artigo que escrevi, com o título “A Arena Espetáculo: quando as fronteiras de Jogo e Trabalho se rompem”, procuro defender o surgimento de uma nova categoria de esporte: o esporte eletrônico (eSport) ou ciberesporte, que invadiu o “ambiente de entretenimento” para criar uma complexa rede comercial que se espalha mundialmente e levanta a problemática de como os mundos virtuais e o multiplayer online battle arena – MOBAs – acabam por borrar as fronteiras entre as definições de jogo, trabalho e lazer, criando uma profissão, um novo trabalho, e formatando uma economia do jogo que tem sua base no consumo compartilhado de produtos e serviços do e no mundo virtual. O artigo está sendo avaliado pela revista científica “Contemporânea – Revista de Comunicação e Cultura” do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (PósCom/UFBA), programa referência em comunicação e cibercultura no Brasil e no exterior.

Agora, estou terminando mais dois artigos, um deles é sobre a simulação vs representação em mundos virtuais, mais especificamente o caso de League of Legends e comparando duas obras a respeito do arquétipo do mito da Medusa: de um lado a representação desse personagem da mitologia grega no quadro “A Cabeça da Medusa”, de Michelangelo Caravaggio, e de outro a simulação deste personagem em LoL sob o nome de “Cassiopeia”. O outro artigo procura analisar um conceito da Teoria dos Jogos conhecido como “Círculo Mágico”, mas procurando entendê-lo como mediador da experiência do jogo e a partir das Teorias da Experiência e da Psicologia. Neste segundo artigo procuro analisar a metacomunicação e o metagame em LoL.

Para além desses dois, pretendo tocar nessas férias alguns outros artigos sobre a cultura participativa no jogo; ampliar as discussões que já fiz sobre o cenário de eSport na região Norte (principalmente com o anúncio, pelo Centro Universitário do Estado do Pará – Cesupa –, do primeiro time universitário de esporte eletrônico do Brasil: o “Cesupa Team”) e no País, além de procurar entender melhor essa “Arena Espetáculo” em League; analisar o que eu tenho chamado de “a galáxia League of Legends” e a criação de mundos ficcionais no jogo (procurando observar o reboot na história de Runeterra, por exemplo) e, principalmente, a escrever sobre o comportamento dos jogadores em LoL, observando o que a Riot tem feito a respeito dos jogadores tóxicos e as atitudes negativas, além de procurar propor algumas soluções para essa situação e fomentar a discussão, com base nas Teorias da Comunicação, da Experiência, dos Jogos e da Psicologia. Mais que tudo isto eu também pretendo jogar bastante, pois como já disse o teórico português de games Luís Teixeira, os videogames exigem do seu observador capacidades “performativas retroativas diretas do sistema”, ou seja, compreender um jogo e toda sua complexidade requer do pesquisador (e até a alguém que deseje ser um bom jogador) passar pela ação de o jogar, entendendo o seu processo de simulação.

Bem, esses são apenas alguns temas de uma lista cada vez maior de artigos que pretendo escrever sobre LoL. Já sei que o meu TCC terá como objeto esse jogo, assim como meu mestrado e doutorado. Aos que leram até aqui, muito obrigado e aguardo a opinião de vocês.

Forte abraço!


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Samsung Galaxy

Senior Member

01-07-2015

Boa sorte!
Espero que encontre tudo que procura aqui!


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iFatz

Junior Member

01-07-2015

Citação:
Samsung Galaxy:
Boa sorte!
Espero que encontre tudo que procura aqui!


Obrigado! Já encontrei bastante informação aqui, hehehe, e venho arquivando todo o tipo de informação possível. ;D


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Kaieen

Senior Member

01-07-2015

Nossa, meus parabéns!
É extremamente gratificante ver que mais e mais pessoas estão tentando quebrar a visão estereotipada dos jogos online e, principalmente, dos jogadores propriamente ditos.
Pelo pouco que li sobre seus trabalhos, vejo que está se empenhando bastante com o tema e isso é o que se espera de um futuro excelente profissional.


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iFatz

Junior Member

01-07-2015

Citação:
Kaieen:
Nossa, meus parabéns!
É extremamente gratificante ver que mais e mais pessoas estão tentando quebrar a visão estereotipada dos jogos online e, principalmente, dos jogadores propriamente ditos.
Pelo pouco que li sobre seus trabalhos, vejo que está se empenhando bastante com o tema e isso é o que se espera de um futuro excelente profissional.


Obrigado Kaieen, suas palavras e opinião são inspiradoras. Agradeço por ter reservado um pouco do seu tempo para ler o meu trabalho. Mas é verdade o que diz, há um certo preconceito na sociedade, e até mesmo na academia instituída, que ridicularizava as relações e interações sociais que existem e podem emergir nos jogos, além de considerarem menores pesquisadores que iniciavam tais estudos. Felizmente essa realidade está se transformando e mudando, aos poucos estamos conquistando espaço e respeito nesse campo minado que é a produção de conhecimento científico. Um exemplo é o Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (PósCom/UFBA), citado anteriormente e no qual pretendo ingressar, lá tem sido o berço de novos e bons pesquisadores sobre games. Uma situação que, aos poucos, vamos mudando.

A situação é ainda mais crítica para nós, brasileiros, que temos uma péssima fama no exterior por conta dos "HUEHUE". É por isto que estou buscando falar com alguns pesquisadores em psicologia e me empenhando para começar um artigo sobre o comportamento do jogador e as atitudes negativas, pois acredito que este é um tema atual que necessita de uma reflexão urgente e, mais ainda, de soluções. Creio que seja um dever meu, enquanto jogador, de proporcionar um ambiente/experiência amigável, propondo mudanças aplicáveis; e se estou na academia, por quê não usar o conhecimento disponível para melhorar a jogabilidade? Confesso que já tenho algumas ideias e espero compartilhá-las em breve.


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mafros

Senior Member

01-07-2015

Parabéns! É incrível ver que alguém busca mudar essa imagem negativa que há sobre os jogos e quer aplicar esse conhecimento pra melhorar o lolzinho nosso de cada dia. Boa sorte nos seus futuros projetos e, se houver qualquer coisa que nós possamos fazer pra ajudar, pode contar conosco!


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SoulEvan

Senior Member

01-07-2015

Citação:
Em um terceiro artigo que escrevi, com o título “A Arena Espetáculo: quando as fronteiras de Jogo e Trabalho se rompem”, procuro defender o surgimento de uma nova categoria de esporte: o esporte eletrônico (eSport) ou ciberesporte, que invadiu o “ambiente de entretenimento” para criar uma complexa rede comercial que se espalha mundialmente e levanta a problemática de como os mundos virtuais e o multiplayer online battle arena – MOBAs – acabam por borrar as fronteiras entre as definições de jogo, trabalho e lazer, criando uma profissão, um novo trabalho, e formatando uma economia do jogo que tem sua base no consumo compartilhado de produtos e serviços do e no mundo virtual.


Sei que o foco realmente é o league of legends em um todo, mas o cenário competitivo poderia realmente ter um foco especial, a partir do momento que os outros começarem a ver uma grande viabilidade financeira no cenário competitivo, a coisa vai começar a tomar novos rumos, e não só o profissional o incentivo no amador tambem que faz com que se descubra novos talentos.


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iFatz

Junior Member

01-07-2015

Citação:
mafros:
Parabéns! É incrível ver que alguém busca mudar essa imagem negativa que há sobre os jogos e quer aplicar esse conhecimento pra melhorar o lolzinho nosso de cada dia. Boa sorte nos seus futuros projetos e, se houver qualquer coisa que nós possamos fazer pra ajudar, pode contar conosco!


Muito obrigado pelo apoio, Mafros. Pretendo me aproximar da comunidade, para melhor compreender a força dos jogadores em um artigo sobre a cultura participativa e a economia afetiva, um termo cunhado pelo teórico Henry Jenkins no livro "Cultura da Convergência", no nosso querido LoL. Acredito que juntos podemos melhorar e entender o nosso lolzinho.


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iFatz

Junior Member

01-07-2015

Citação:
SoulEvan:
Sei que o foco realmente é o league of legends em um todo, mas o cenário competitivo poderia realmente ter um foco especial, a partir do momento que os outros começarem a ver uma grande viabilidade financeira no cenário competitivo, a coisa vai começar a tomar novos rumos, e não só o profissional o incentivo no amador tambem que faz com que se descubra novos talentos.


Olá SouLEvan, você tem toda razão! Na verdade, este artigo que escrevi foi para fornecer as bases para que eu, no futuro, pudesse explorar melhor o cenário competitivo de League - cenário esse que sofreu grandes mudanças e ganhou bastante importância no Brasil recentemente. Apesar de ser o meu primeiro artigo sobre o tema, creio que fiz uma boa reflexão sobre o eSport no nosso LoL, ressaltando questões como as regras do jogo, o trabalho em mundos virtuais, o processo de espetacularização do esporte eletrônico (o que eu chamo de "arena espetáculo&quot, o mundo do eSport em LoL (mostrando detalhes sobre a história dos primeiros torneios de esporte eletrônico do jogo), a questão da audiência online e a formação da arquibancada virtual. Esses são apenas alguns temas de um artigo de 23 páginas... por aí você já deve ter noção do que o meu resumo não conseguiu contemplar, certo? Infelizmente, é uma pena não ter como disponibilizá-lo no momento, pois ainda aguarda o resultado da revista. Mas assim que tiver alguma informação eu irei compartilhar por aqui.

Mas fique tranquilo que já tenho planos para escrever mais sobre o eSport (por exemplo, qual a participação das mulheres no cenário competitivo? O fenômeno da profissionalização do eSport e a aproximação de marcas mundiais), até porque não existe nenhum trabalho acadêmico sobre o tema, o que torna a pesquisa um pouco difícil, porém ainda mais necessária.

Você comentou algo bastante interessante, que as pessoas ainda vão perceber a viabilidade financeira no cenário competitivo do eSport, não é? Permita-me ser um pouco mais ousado e dizer que alguns setores, principalmente instituições de ensino e grandes marcas do mercado como a Samsung, Coca-Cola, NVidia e Intel, já perceberam que associar suas empresas ao fenômeno do ciberesporte é extremamente positivo, principalmente porque os proplayers são personalidades do meio e que, ao carregarem consigo o nome dessas marcas, fazem com que elas ganhem mais prestígio em um público muito importante e cada vez mais difícil dessas empresas conquistarem: os jovens, cada dia mais distantes da televisão e jornais, contudo, mais próximos da Internet. E por aqui você já tira um dos motivos pelos quais emissoras de televisão, como a Globo, e jornais pelo mundo todo, como o New York Times, o Estadão e a Folha, pautarem com mais frequência o esporte eletrônico.

Espero ter lhe confortado um pouco.

PS.: Estava esperando por essa pergunta, hehe.


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SoulEvan

Senior Member

01-08-2015

Citação:
Mas fique tranquilo que já tenho planos para escrever mais sobre o eSport


Uma coisa me intriga bastante quando falamos do cenário competitivo do league of legends digamos o brasileiro, se formos notar com relação de pessoas jogando, a público vendo transmissão de campeonato seja o mundial ou o CBLOL é muito grande, o league of legends sempre se mostrou em ascenção, mas o cenário competitivo brasileiro comparado aos "rivais" FPS, é totalmente minusculo, a quantidade de organizações do cenário amador/semi-profissional de FPS que organizam competições voltadas para essas mesmas equipes é muito grande. O que deveria ser justamente o contrario, ja que o LoL tem se mostrado cada vez maior.

Temos sim organizações voltadas a organização de competições mas vemos que sempre estão focadas nas equipes Tier 1-2 do cenário.

"AA mas é obviu o pessoal quer ver os grandes jogarem, eles que são os prós, não quero ver o jogo de um cara que eu nem sei o nome".

Sim eu também quero ver os grandes jogando, mas temos uma rotatividade desses "grandes" muito pequena no nosso cenário, vide que as apostas em novos jogadores brasileiros é muito pequena (atual CNB apostando realmente em novos talentos, menos o Kalec que ja era conhecido). Um pequeno exemplo tambem é o novo mid laner da Kabum Black o "Gokucp" ele era de uma organização aqui do estado de Santa Catarina, que ganhou dois campeonatos presenciais, e agora ele teve a oportunidade de estar representando uma grande organização como a Kabum, mesmo estando no time B.

Falei demais, mas o ponto que eu queria chegar era realmente no, porque o cenário brasileiro de LoL é tão fechado, a ponto de não vermos uma rotatividade nos digamos "pro-player", que mesmo que tenha é quase nula, e tambem a pouca iniciativa de pequenas organizações de campeonatos se levantarem no cenário.


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