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Nosso fórum pode ter mudado, mas isto não significa que vamos esquecer de tudo o que veio antes. Neste arquivo, vocês encontram a história da comunidade do League desde a chegada do servidor ao Brasil. Tem de tudo um pouco: discussões, piadas, desenhos, tentativas de identificar as camadas do fórum e muito mais.

Então, navegue pelas lembranças e, depois, participe das discussões que estão rolando neste momento no novo Fórum do League of Legends e divirta-se com os outros membros da nossa Comunidade. Nos vemos lá!

Um abraço,
Ysanne

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[Fanfic] Coberta pelo Véu da Noite

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Joopy Jellopy

Member

01-13-2015

O ambiente estava agitado. Aonde quer que se olhasse, pessoas seguravam seus drinques, conversavam e se divertiam. Em um canto, um grupo jogava dardos e riam a cada alvo não acertado. No centro, pessoas jogando sinuca. A música alta se misturava à neblina produzida pelos cigarros e criava uma atmosfera propícia à imoralidade. A cada gole de bebida, uma mágoa era afogada e esquecida.

No balcão da taverna, uma bela moça estava sentada, com pernas cruzadas e trajando um vestido requintado e justo, que realçava ainda mais o seu corpo curvilíneo e farto. Uma mecha de seus longos e perfumados cabelos negros, da mesma cor que seu vestido, cai sobre o seu olho, e toma-a de volta, entornando vagarosamente o último gole de seu dry martine. Enquanto desliza, com delicadeza, seu dedo indicador ao redor da borda da taça, emitindo um suave e quase inaudível som, e termina de degustar a cereja de seu drinque, um homem senta-se no banco ao lado.
- Barman, um whisky com gelo. E outro dry martine para a senhorita, por gentileza - a moça sorri, corada, e aceita.

Após algumas doses e flertes, o casal que acabara de se conhecer, sai do bar. O homem, que aparentava ter meia idade e uma ótima aparência, cobre a jovem moça com seu casaco, na porta de saída, e os dois saem abraçados. Com a cabeça repousada nos ombros fortes e largos do cavalheiro, a desconhecida o conduz para um beco escuro, que ficava a poucos metros de lá.
- É por aqui que você mora? - pergunta ele, surpreso.
- Não... - responde a moça.
- Já entendi... - fita-a com um sorrisinho lascivo.
- Isso é ótimo, facilita muito o meu trabalho - diz ela, enquanto introduz sua mão dentro do decote do vestido.
- Você é sórdida, eu gosto disso em uma mulher - ele se deleitava com a situação e ficava cada vez mais "animado" com tudo aquilo.
- Você nem faz ideia... - responde, sarcasticamente, após retirar a mão do decote, uma arma à acompanha. Ela mira em sua testa e atira, não dando nenhuma chance à vítima de se defender - Alvo abatido - ela diz, apertando um ponto em seu ouvido direito, e depois o cobre com o cabelo, novamente.
- "Bom trabalho".

Abre a porta de seu modesto apartamento e sente-se extremamente aliviada por tirar os saltos altos enquanto anda, joga as chaves e a bolsa na criado e faz uma pequena corridinha ao banheiro. Descarga. Após alguns minutos, a porta se abre e o cômodo é invadido pelo vapor do banho quente. A figura aparece com uma toalha enrolada no corpo e outra no cabelo, enquanto é iluminada por trás, pela luz do banheiro. Mal tem tempo de vestir seu robe e cai, exaurida, na cama. Ela tem o seu merecido descanso. Até que acorda no dia seguinte, esperando pela próxima ligação.

E assim era a rotina de uma das mais famosas assassinas por encomenda, Evelynn. Morava sozinha naquele apartamento, desde que se iniciou nessa carreira. Sem família, amigos, ou parentes. Não que ela não quisesse. Mas o seu trabalho não permitia. Evelynn fazia parte de uma organização secreta, até mesmo para o governo. Após ser assediada, quando mais nova e estava fugindo de casa, ela mata o atacante, sem querer e foge, desesperada. Não demora muito até que a encontrem e ofereçam a ela um "estágio". Afinal, o homem morto pelas mãos da adolescente era um dos que se encontrava no topo da lista de procurados. Não vendo outra alternativa, ela aceita. Não tinha mais nada a perder. E, com esse pensamento, logo se torna a melhor agente.

Usando de seus dotes físicos e sensualidade inerente, não havia um homem que não caísse em seus encantos. O pior erro que poderiam ter cometido. Alguns trabalhos eram piores do que os outros. Às vezes, era necessário usar do método de tortura para coletar informações. Outras vezes, uma morte rápida e discreta. Mas, apesar do salário exorbitante, da possibilidade de conhecer novos lugares, da fama e do orgulho que os outros agentes sentiam - todos queriam ser, pelo menos, metade do que Evelynn era - sua vida era vazia e solitária. O seu trabalho não permitia que se envolvesse com outras pessoas. Ela, oficialmente, não existia. Era um fantasma. Passava os dias pensando em como teria sido sua vida se não tivesse aceitado o trabalho. Se não tivesse fugido de casa. Ela poderia ter alguém ao lado de sua cama que a abraçasse e curasse a sua solidão. Mas os devaneios eram sempre completamente abafados no mesmo instante em que ela passava o seu batom. O rímel. O blush. Subia a meia-calça e o zíper do vestido, afivelava os sapatos. Estava pronta. A partir daquele momento, ela era uma mulher completamente fria, calculista, sem escrúpulos e que seguia seus instintos para fazer sua próxima vítima. Era como se fosse uma pessoa completamente diferente. A predadora perfeita. A vida a tinha feito daquela forma.
- Como uma coisa tão ruim pode me fazer sentir tão bem?... - pensava.

Uma manhã, abriu a porta de seu apartamento e notou várias caixas empilhadas. Um novo vizinho estava se mudando para o apartamento da frente. Analisou o conteúdo das caixas e concluiu:
- Livros de filosofia e literatura empoeirados, bebidas, cigarro... Parece que alguém acabou de sair da casa de repouso...

Os pensamentos foram interrompidos quando uma silhueta que vinha de dentro do apartamento chamou a sua atenção.
- Olá...
- Como vai? - respondeu, gentilmente, o homem. Era alto e forte. Sua idade era de quarenta e poucos anos, mas tinha uma forma física que não lhe aparentava ter mais do que vinte e sete. Tinha cabelos e uma barba cerrada de cor castanha.
- M-muito bem... Estou muito bem. Estou ótima... - dizia sem jeito - Nossa, parece que terei um novo vizinho. Está ajudando seu pai a se mudar?
- Não, não. Sou eu mesmo quem vim morar aqui. Sou Anthony, prazer em conhecê-la.
- Meu nome é Evelynn. Seja muito bem-vindo.
- Lindo nome, já estou me sentindo bem à vontade aqui.
- Espero nos vermos mais vezes... - mal terminou a frase e foi interrompida.
- E por que não nos veríamos? Somos vizinhos.
- Bom, é que meus antigos vizinhos não eram muito sociáveis, quase não se dava para dizer que tinha alguém morando ali, e eu trabalho à noite, então, não chegamos a nos conhecer...
- Com certeza não vou querer cometer o mesmo erro que eles.

Um silêncio constrangedor tomou conta do local.

- Eu preciso terminar a mudança. Nos vemos em breve.
- Até.

Evelynn entrou em seu apartamento e fechou a porta. Se apoiou no criado e levou a mão ao peito. Coração acelerado. Garganta seca. Respiração ofegante. Nunca havia sentido aquilo com nenhum homem em nenhuma de suas operações. Mas aquilo não era um serviço. Era a vida real. Talvez, por este motivo, ela se sentia tão insegura. Não havia ordens para seguir. Não havia plano B. Se sentia confusa e o seu celular toca. Salva pelo gongo. Tinha que deixar os seus sentimentos e desejos íntimos para outro momento, estava na hora de trabalhar.

Meses se passaram, e os dois mantinham uma relação amigável, cozinhada em banho-maria.

Em uma das típicas conversas matinais, Anthony faz um convite:
- Bom dia, vizinha.
- Bom dia, Thony. Como vai?
- Sentindo o peso da idade chegar.
- Ah, por favor. Você está ótimo...
- É, mas isso não faz com que o tempo pare. Hoje estou completando quarenta e dois.
- Meus parabéns!
- E você ainda me parabeniza por isso?
- Seu senso de humor é notável.
- Há, há, há. Espero te ver na festa!
- Na festa?
- Sim, será hoje à noite, neste endereço - entregou a ela um papel dobrado, que indicava o local da festa.
- Nossa, é hoje? Eu não sei... Meu trabalho está consumindo meu tempo mais do que o normal, ultimamente...
- Ah, por favor. Você é a única que eu faço questão que esteja lá. Não me faça implorar.
- Thony, não me olhe com essa cara... Olha... Tudo bem. Eu vou tentar, okay? Não posso prometer nada...
- Vou ficar te esperando.

A noite caia e as horas passavam voando; o horário da festa de aniversário de Anthony ficava cada vez mais próximo. Evelynn estava aflita. Não sabia se devia ir ou não. O que a impedia? Pela primeira vez em sua vida, ela tinha alguém que contava com a sua presença, que achava a sua companhia importante. Decidiu. Ela iria. Tudo pronto. Olha para as armas em sua cama.
- Não, hoje não. Estou de folga...

Uma batidinha no cabelo e estava quase saindo pela porta, mas é interrompida pelo toque do celular.
Ela entra de volta em casa, antecipadamente decepcionada e frustrada. Leu uma mensagem que dizia:
"Espero por você. Thony".

Por um minuto, sentiu-se aliviada. Quando sente a presença de mais alguém, atrás dela. Imediatamente, pega a sua arma e se vira, com o dedo no gatilho, pronta para disparar.
- Não me mate de susto! - disse, abaixando a arma.
- Estava indo para algum lugar? - perguntou a pessoa misteriosa.
- Bom... Nenhum lugar especial.
- Do jeito que está arrumada eu poderia deduzir que foi convidada para um jantar de gala.
- Já disse, não é nenhum lugar especial. O que está fazendo aqui?
- Temos um servicinho especial para você hoje.
- Deve ser bem especial mesmo, para vir me procurar pessoalmente.
- Algum problema que a impeça de cumprir suas obrigações?
- Nada é mais importante que as minhas obrigações, não é à toa que sou a melhor.
- Não tenho como discordar disso, Evelynn. Realmente, você é melhor que já tivemos. Sem você, nós estaríamos completamente desestruturados.
- Chega de bajulação, vamos direto ao trabalho.
- Lhe darei os detalhes durante o caminho.

Evelynn e a pessoa incógnita se dirigiram à van, enquanto era instruída da missão. Após alguns minutos, eles chegam próximos do local.

- Ótimo. Agora que você já entendeu perfeitamente tudo o que eu expliquei, o seu alvo se encontra a algumas quadras daqui, em um salão. Seu nome é Anthony, e esta é a foto dele. Ele está fazendo aniversário hoje e você precisará assassiná-lo. Alguma dúvida?

Evelynn engoliu a seco. Aquilo tudo era muita coisa para processar. Sentiu que seu coração havia parado de bater por alguns segundos.

- Evelynn? Alguma dúvida?
- Nenhuma.
- Muito bem. Faça.

Evelynn desceu da van, ainda atordoada com as ordens que acabara de receber. Caminhava em direção ao salão de festas com as pernas trêmulas, e uma angústia que fazia-a ter vontade de arrancar o próprio coração do peito. Ela chega em frente ao endereço que Thony havia lhe dado.
- Convite, senhorita?
- Perdão?
- A senhora precisa do convite para entrar.
- Ai, me desculpe, eu acho que esqueci em casa...
- A senhora não poderá entrar sem...
- Evelynn!
- Thony...
- O que você está fazendo aqui fora?
- É que eu esqueci o meu convite e...
- Ah, por favor. Você é minha convidada de honra. Entre!
- Obrigada...

Os dois entraram e, apesar da decoração, música e iluminação, ainda estava deserto.

- Acho que cheguei cedo de mais...
- Você chegou no momento certo! Estou feliz que você esteja aqui, pensei que não viesse...
- É, eu também...
- Tem algo de errado?
- Sim...
- O que houve?
- Podemos conversar em um lugar mais reservado?

Anthony olhou ao redor e, além dos dois, não havia mais ninguém dentro do salão. Mas, mesmo assim, subiu as escadas com Evelynn e os dois foram em direção ao terraço.

- O que está acontecendo, Eve?
- Desculpa, Thony... E-eu... Eu não queria fazer isso...
- Você está chorando?
- Thony, eu... Não sei como dizer isso, mas...
- Não precisa dizer nada. - Anthony tomou Evelynn em seus braços e a beijou, enquanto as lágrimas dela escorriam em seu rosto, e a lua cheia iluminava as suas faces.
- Thony, não torne isso mais difícil para mim...
- Eu fiz alguma coisa de errado? Eu pensei que... Você também me amasse.
- Mas eu amo!
- Então o que é que está acontecendo?!
- EU PRECISO TE MATAR!
- O-o que?
- Não posso explicar agora, eles virão atrás de mim se eu demorar muito.
- Eve, do que você está falando?
- Eu sou uma assassina de aluguel, Thony! É por isso que eu vivo sempre ocupada e não posso dedicar tempo algum da minha vida para passar ao lado de alguém.
- Você não precisa fazer isso, nós podemos... Podemos fugir juntos.
- Não podemos, se eu falhar, eles virão atrás de mim e me matarão. E matarão você em seguida.
- Então me mate!
- Como é?
- Se é isso que você precisa fazer para continuar a viver, então me mate. Eu não me importo.
- Thony...
- Me mate, agora, Evelynn!

Evelynn apontou a arma na direção do rosto de Anthony, que estava chorando, mas parecia estar feliz. Suas pernas e braços tremiam. Ela sentia que não tinha forças nem mesmo para puxar o gatilho. Respirou fundo e fechou os olhos.

- Atire, Evelynn! - gritou Anthony, com lágrimas escorrendo pelos olhos.

Os gritos de agonia de Evelynn foram abafados pelo barulho do disparo, que assustou alguns pássaros e voaram acima dela.

- O que você fez?! - berrava Anthony, ao ver a perna de Evelynn ferida com o disparo que ela havia dado em si mesma.

Rapidamente, Evelynn toma um canivete em suas mãos e começa a enfiar e retirar a lâmina, seguidas vezes, de sua perna.

- Você está louca? Evelynn, pare!

Após alguns golpes, ela finalmente se dá por satisfeita, e usa lâmina para puxar algo, que cai no chão. Ao mesmo tempo, Anthony corre em sua direção, para tomar o canivete de suas mãos, mas ela já tinha conseguido o que queria.

- Eve, o que você fez?
- Tirei o meu chip rastreador.
- O que?
- Não temos muito tempo, rápido. Temos que sair daqui! - Evelynn arremessa o seu celular ao chão, que se desfaz em pedaços. Anthony a apoia, e levanta-a, para que os dois fujam de lá.

- Estamos no terraço, não temos para onde ir... - lamenta, ela.
- Temos sim.

Anthony segura-a em seu colo e toma uma certa distância.
- O que você pensa que está fazendo?!
- Salvando nós dois.
- Você não vai fazer isso! Me coloca no chão.
- Desculpa, eu já estou fazendo.

Ele corre em direção à beirada do terraço e da um salto. Ele consegue aterrissar no prédio ao lado, que ficava a poucos metros de distância. Os dois correm e usam as escadas para chegar à calçada e fugir.

- Para onde vamos agora?
- Por aqui! - diz Anthony, puxando-a para um beco escuro - Não podemos ser vistos.
- Qual é o seu plano agora?
- Trocar de nome, endereço, estado, fugirmos.
- Parece um bom plano, só precisamos escapar daqui - disse Evelynn, enquanto os dois corriam pelas ruas mortas e com pouquíssima iluminação.
- Droga!

O caminho que Anthony tomou, levou os dois para um beco sem saída. De trás deles, quatro silhuetas surgiram da névoa e colocaram um saco na cabeça do aniversariante.

- Thony!!

Evelynn tentou socorrê-lo, mas em vão. Logo percebeu que mais duas pessoas estavam segurando-a por trás, e no estado em que ela se encontrava, não tinha forças para lutar. Um pano foi levado ao seu rosto e um cheiro forte e incômodo impregnou em suas narinas. De repente, tudo começou a perder o foco, e os sons ficavam cada vez mais baixos, até que sua visão ficou completamente embaçada e ela apagou.

Pouco a pouco, Evelynn recobrava sua consciência. E abria lentamente os olhos, sem reconhecer o lugar em que estava. Tudo ao redor tinha um aspecto macabro, sombrio, com árvores velhas e de galhos retorcidos, que pareciam ter rostos que a observavam. Ruídos perturbadores e aterrorizantes eram ouvidos, ecoando pelas arbustos. Uma fina bruma tomava conta de todo o local. E ela sentia um frio na espinha que não parecia ter fim. O vento gélido, cortava-lhe a face. Um cheiro forte e insuportável, vindo do pântano que estava logo a sua frente, lhe embrulhava o estômago. Tentou se levantar, mas estava amarrada. Olhou para a sua perna e o ferimento estava aberto, muito maior do que se lembrava. Sua dor só não era maior que o seu medo. Evelynn começou a soluçar e lágrimas escorriam por seu rosto. Da neblina, surgem os últimos rostos vistos por ela.

- Ora, ora. Vejam só quem despertou.
- Quem são vocês? O que fizeram com Thony?!
- O seu namoradinho? Ele está dando uma volta pela Ilha das Sombras, conhecendo o local - riu o capanga.
- Thony! - Evelynn gritava desesperadamente pelo nome do seu amado, até que é correspondida.
- Eve...
- Thony! Cadê você?!
- Estou aqui... - disse ele, surgindo por de trás dos outros sicários, que o acompanhavam.
- Thony, você está bem? O que fizeram com você? Você está...
- Ótimo.
- Você está livre? M-mas, como? O que você...
- Tsc, tsc, tsc. Eve, Eve, Eve... - Anthony se aproximou do corpo ferido e repousado no chão, e levantou-a, segurando-a pelo pescoço - Para uma assassina de aluguel você foi bem mais fácil de ser capturada do que eu pensei. Cometeu um erro tão trivial. Deu ouvidos aos seus sentimentos. - disse, jogando-a de volta no chão.
- Você me enganou... - disse com dificuldade.
- Você não me deu escolhas, amor. Você é tão competente com o seu trabalho, saindo por aí e assassinando mafiosos, traficantes... Tudo isso estava dificultando o nosso lucro, entende? Como é que pode-se se sustentar com o mercado negro, se todos os compradores, vendedores, contatos e sócios são mortos... Por você. Mas eu preciso te agradecer, por uma coisa, sabia? Você removeu o seu rastreador, então nunca irão encontrar o seu corpo, e nem nós. Nos poupou muita preocupação... Mas, eu duvido que, mesmo que não tivesse o feito, iriam se atrever a vir lhe procurar na Ilha das Sombras - gargalhou.

Evelynn estava estupefata. Não sabia como lidar com a situação. Nunca em sua vida havia se apaixonado por alguém, e quando o fez, foi vítima de uma traição de tamanha magnitude. Não teve tempo de sequer processar. A única coisa que conseguiu, foi ser tomada por um sentimento de fúria, ódio, frenesi e desejo de vingança. Mas isso também durou pouco. Treze disparos foram ouvidos.

- Uma pena, ela era tão bonita - diz Anthony, revirando o rosto do cadáver com o seu pé e deixando-o marcado com a lama da sola de seu sapato.

Os capangas jogaram o corpo no pântano, deixando-o afundar lentamente e foram embora.

A lua cheia incidia logo acima daquela mistura e começava a borbulhar. Sem que soubesse, Anthony havia acrescentado àquele coacervado místico, a "casca" de Evelynn. Após décadas, misturando-se com os componentes orgânicos e com propriedades mágicas, uma criatura, fruto do ritual macabro inerte ao pântano no qual foi jogada, acabara de nascer.

Quase que sem mente, e sem memórias, com exceção de seu nome, a criatura azul era movida apenas por um sentimento de ódio, sadismo, perversidade e fúria. Coberta apenas por uma vestimenta de couro, repleta de espinhos, ela era uma completa dominatrix. Seu instinto predatório fazia dela uma caçadora perfeita. Se espreitando pelas sombras, ela esperava pacientemente pela próxima vítima. Como uma rosa, que atrai a sua presa com sua beleza, apenas esperando o momento certo para mostrar os seus espinhos, se alimentando de seu desespero, dor e agonia. Sem piedade. Sem misericórdia. Sem escrúpulos. Sem arrependimentos. A criadora de Viúvas.


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SoldadoMarine

Junior Member

01-13-2015

Eu me apaixonei por sua FanFic amigo,podemos trocar umas ideias de historias um dia desses,oque acha ?


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YukiiNyu

Member

01-16-2015

MELDELS , QUE FANFIC DIVA!
#MORRIDA
#MELDELS
#CHESUS
#QUANTADIVOSIDADE
MELDLDELELDSJFsfdjvdsbljvdaBCSABdbwhkIHASVDGHUEFWJBdf
MUITO BOM!


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Joopy Jellopy

Member

01-16-2015

Citação:
SoldadoMarine:
Eu me apaixonei por sua FanFic amigo,podemos trocar umas ideias de historias um dia desses,oque acha ?

Claro. Estou sempre aberto para discutir, e tentar ajudar e acrescentar em enredos para fanfics. Só para escrever mesmo é que eu tenho uma certa dificuldade no quesito de "força de vontade". Eu estava querendo escrever essa história da Evelynn a um bom tempo, mas só consegui agora. E foi tudo de uma vez, escrevendo sem parar. Obrigado pelo comentário <3

Citação:
YukiiNyu:
MELDELS , QUE FANFIC DIVA!
#MORRIDA
#MELDELS
#CHESUS
#QUANTADIVOSIDADE
MELDLDELELDSJFsfdjvdsbljvdaBCSABdbwhkIHASVDGHUEFWJBdf
MUITO BOM!

Hahahahahaha, obrigadooooo <3

Meu objetivo era criar uma história que pudesse explicar detalhadamente o passado da Evelynn e os fatos que ocorreram para que ela ficasse do jeito que ela é hoje. Eu quis usar essa história de "espiã sedutora matadora de homens" porque eu acho que cabe perfeitamente dentro desse conceito "femme fatale" que ela tem, esse apelo sexual excessivo, junto ao fato dela ter tido uma decepção amorosa que custou a sua vida e fez com que ela se tornasse esse ser de puro ódio, que se alimenta da dor e agonia dos outros. Quase que como uma bipolaridade, ou esquizofrenia, quando uma parte dela suprime a razão e os outros sentimentos, e ela se sente dominada. Eu quis explicar os motivos de tudo isso. E o fato dela vir da Ilha das Sombras foi o encaixe perfeito para mesclar com essa história de ritual macabro com o pântano. Algo bem "Solomon Grundy". Tem também uma pequena referência à lua participando de forma indireta nessa "mistura", já que o símbolo na testa dela é bem parecido com o da Diana, só que de ponta cabeça.

Fico feliz que tenham gostado <3


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TheFulano27

Member

01-17-2015

Hey kra, pq vc n publica essa fanfic em algum site de fanfics? Aposto q ia fazer sucesso!
Parabéns, fanfic mto boa.


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Joopy Jellopy

Member

01-17-2015

Citação:
TheFulano27:
Hey kra, pq vc n publica essa fanfic em algum site de fanfics? Aposto q ia fazer sucesso!
Parabéns, fanfic mto boa.

Obrigado <3

É que eu não conheço nenhum site destinado unicamente a fanfics, e como é relacionada ao jogo em si, achei que seria melhor postar no próprio fórum.


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YukiiNyu

Member

01-17-2015

Citação:
Obrigado <3

É que eu não conheço nenhum site destinado unicamente a fanfics, e como é relacionada ao jogo em si, achei que seria melhor postar no próprio fórum.

Tenta no Nyah! Fanfiction
Acho que o povo de lá vai gostar ><!


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Joopy Jellopy

Member

01-18-2015

Citação:
YukiiNyu:
Tenta no Nyah! Fanfiction
Acho que o povo de lá vai gostar ><!

Tentarei, obrigado <3


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Pistoleiro00

Senior Member

01-19-2015

Achei que fosse o Twisted Fate, à princípio.
Meu amigo, a fic ficou 10/10, parabens.


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Joopy Jellopy

Member

01-19-2015

Citação:
Pistoleiro00:
Achei que fosse o Twisted Fate, à princípio.
Meu amigo, a fic ficou 10/10, parabens.

Há, há, há. Minha intenção não era falar logo de cara que se tratava de uma história sobre o passado da Evelynn, justamente para causar surpresa. Embora, o título já deixe isso quase escancarado.

Que boun que gostou, a Rito podia fazer uma história oficial da Evelynn baseada nisso, né?
rsrsrs


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