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Então, navegue pelas lembranças e, depois, participe das discussões que estão rolando neste momento no novo Fórum do League of Legends e divirta-se com os outros membros da nossa Comunidade. Nos vemos lá!

Um abraço,
Ysanne

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O conto das 3 irmãs

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xFallenKingx

Junior Member

02-09-2015

Sempre vi um monte de gente pedindo livro de LoL, não posso fazer um livro, mas escrever um fanfic sobre umas das melhores tramas do jogo acho que dá pra fazer de vez em quando ;P

Sinopse
Era uma terra fria e selvagem, o povo semeava desordem e caos. Um casal, com sangue magico em suas veias, não podia aguentar aquilo, afinal, como os bebês viveriam nesse mundo? A mulher estava a espera de trigêmeos.
Com coragem e força o homem unificou o povo e montou um reino onde a bondade e a paz reinaram por 18 anos. A era de Ouro de Freljord chegou, infelizmente, 18 anos não foram o suficiente.
O décimo oitavo aniversário das 3 irmãs, Avarosa, Serilda e Lissandra foi marcado com o desaparecimento do rei e o cadáver da rainha jogado ao gelo. Sem muitas opções e qualquer tipo de preparação para tal fato, as princesas de Freljord buscam restaurar a paz que foi rompida e a vingança.


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Essa série é inspirada pela história original de League of Legends usando o lore de Freljord e os campeões que pertencem a este. Nenhum personagem original está incluso nesta série.


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xFallenKingx

Junior Member

02-09-2015

A armaguarda da caçadora

O dia seguinte à morte da rainha de Freljord foi corrido para as princesas. Nenhuma delas foi treinada para ser uma rainha. Diferente das outras maneiras reais, Freljord ensinava que o homem era o detedor do poder e as mulheres da inteligencia. Os homens eram os melhores guerreiros bárbaros de Valoran e as mulheres eram sábias e educadas. Não era diferente com as princesas, entretanto, nenhuma das três gostava disso.

Avarossa treinava arco e flecha escondida, e ela era muito boa no que fazia. Serilda infiltrava-se no exercito e treina com os bárbaros e sempre que podia tentava montar em animais selvagens. Lissandra era a mais nova, por minutos, mas era mais ingenua e medrosa do que suas irmãs, porém ela detinha um sonho, a menina aspirava ser uma exploradora, ou como os bretões diziam, uma caçadora! Para esse povo, uma exploradora não valia muito, mas uma caçadora, que caçava histórias e relíquias, ah... essa sim era valorizada, e ter valor era um dos objetivos de Lissandra.

Mesmo sendo trigêmeas, as irmãs não se pareciam em nada, exceto pelo cabelo albino e os olhos azuis. Avarossa era corajosa, destemida, bondosa e extrovertida, era esguia e alta, corpo atlético e longas pernas. Serilda era bruta, egoísta e antissocial, era mais corpulenta que a irmã mais velha, porém tinha os seios fartos e um sorriso petulante em seu rosto. Lissandra era egoísta, excêntrica, narcisista e mesquinha, tudo o que as princesas eram, era esguia como a irmã Avarossa, porém o corpo era esbelto e chamativo. O rosto das 3 não combinavam em nada. Avarossa era o espelho da Rainha, Serilda do pai e Lissandra era uma mistura de ambos. Os rumores diziam que eram a família perfeita. Mas não era isso que Lissandra queria lembrar enquanto andava pela tundra para tentar se esquecer dos problemas.

A jovem resolveu, por um impulso, seguir sua vontade e ser uma caçadora. Seguir seu sonho limpava a sua mente e infiltrar-se nas profundezas de uma antiga Freljord para descobrir seus mistérios trazia um pouco de felicidade para a princesa. A entrada da caverna era conhecida por Lissandra, assim como por toda a família real, não era segredo, mas era proibido. A caverna descia metros de profundidade em gelo para as ruínas ancestrais. A descida levou mais de uma hora e mesmo assim Lissandra continuava sorrindo e esforçando-se para continuar. As ruínas eram diferentes de tudo que a princesa havia visto. Eram todas esculpidas em gelo, mas era um gelo diferente, um gelo claro e brilhante, quase hipnótico. Ao terminar de descer as escadas de gelo, um grande hall circular aguardava Lissandra, entretanto o salão estava vazio, nada além de pilastras quebradas jaziam ao chão. Porém a menina não ia desistir, não depois de ter chegado ao fundo das ruínas. Alguns minutos de procura foram recompensados com uma caixa de metal leve e larga. As tentativas de abri-la foram frustadas por um cadiado.

– Deve ter alguma ferramenta no castelo que vai te abrir! - Lissandra comemorava a descoberta conversando com o baú. Uma atitude estranha, mas ela sentia-se bem ao falar sozinha, fazia isso muitas vezes, praticando discursos e diálogos.

Entrando pela porta dos fundos, a menina correu para o seu quarto, mas foi parada na escada pela governanta.

– Lady Lissandra! Eu estava a sua procura, as suas irmãs pedem para que você encontre-se com elas no salão, imediatamente, assunto de segurança real! - A governanta olhava curiosamente para o baú que Lissandra carregava.

Bufando e com um rosto insatisfeito, Lissandra entrega o baú para a mulher a sua frente - Leve isso ao meu quarto, deixe sobre minha mesa e saia, vou encontrar minhas irmãs.

A postura de realeza era uma coisa que Lissandra fazia sempre, ela nunca era pega desprevenida com as palavras, ela estava sempre com aquele ar superior que os criados detestavam.

As portas do salão estavam abertas à espera de Lissandra. Avarossa fazia cara de desaprovação enquanto Serilda sorria para a irmã mais nova.

– Atrasada de novo! - As duas falaram juntas, porém o tom de Avarossa era sério enquanto o de Serilda era alegre e brincalhão

– Desculpem-me irmãs, estava em meu momento de luto. - Lissandra forçou uma voz pesarosa, o que fez Avarossa sentir-se culpada.

As irmãs debatiam sobre o que seria feito com o reino: - Eu pretendo cuidar da colheita e as politicas do castelo, eu gostaria que Serilda cuidasse do exercito, estamos fragilizados e nossos inimigos podem ver isso como um momento oportuno.. Entretanto eu não sei o que você pode fazer Lissandra - Avarossa sentava-se e encarava a princesa mais jovem.

– Eu gostaria de cuidar do norte do país, irmã! Também posso cuidar da politica externa de Freljord, sei quais são nossos melhores aliados e posso conseguir mais! - Lissandra escondia sua empolgação, ela sempre quis isso, mesmo nesse momento triste a princesa não conseguia conter o animo em seu coração.

A donzela subiu as escadas com grande velocidade, ela estava sorrindo. A aprovação de Avarossa era de grande importância nesse momento e além disso Lissandra queria descobrir o que havia dentro daquele baú. Porém, a imagem em seu quarto foi diferente. Ao abrir as portas de seu aposento, Lissandra não pode deixar de conter o grito apavorado quando se deparou com uma estatueta de gelo de sua criada e a caixa aberta, algo brilhava na tampa da caixa: "Aos tolos que tentaram entender o gelo, saibam que ele é VERDADEIRO!" No interior do objeto uma densa neblina se projetava para fora e algo brilhava com intensidade em seu interior. Apesar do pavor, a curiosidade era maior. Lissandra aproximou-se vagarosamente até a caixa, apenas para olhar. Em seu interior encontrou um objeto singelo, que a muito não ouvia-se falar: Uma armaguarda - um objeto criado por magia para aprisionar um elemento e reproduzi-lo ao desejo de seu possuidor. As armaguardas haviam sido destruídas e só poderiam ser controladas por pessoas com sangue magico. Os olhos azuis da princesa brilhavam intensamente a medida em que ela se aproximava do objeto. Sem controle de suas próprias mãos, Lissandra segurou a armaguarda e foi consumida por uma visão aterradora: Neve por todos os lugares, um olho gigante brilhando no céu e ela no centro de tudo. Agora ela sabia o que queria mais do que ser uma caçadora: ter poder... Lissandra queria ser Rainha!


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